quarta-feira, 24 de abril de 2013

Terapia Comportamental


Indicada para:
A Terapia Comportamental constitui uma abordagem ativa, focada no presente, orientada para o alívio dos sintomas e para a obtenção de resultados num prazo curto. A utilização da Terapia Comportamental (com elementos da Psicoterapia Cognitiva) está estudada para situações como: Depressão (distimia, depressão major e comportamento suicida), Ansiedade (ansiedade generalizada, perturbação de pânico, fobias, agorafobia, ansiedade social, ansiedade de desempenho), Perturbação Obsessiva-Compulsiva, Problemas Conjugais, Problemas Sexuais, Luto, Problemas de Sono, Consumos Excessivos, Perturbações Alimentares, etc. Constitui uma ferramenta muito útil na modificação de comportamentos indesejados e na aquisição de novas competências – de relaxamento, sociais, parentais…

Origens:
A designação Terapia Comportamental é utilizada para designar um grupo de abordagens orientadas para a modificação do comportamento. Surgiu na década de 50, a partir de diferentes localizações, nomeadamente dos EUA, através do trabalho de B.F. Skinner sobre o condicionamento operante, e da África do Sul, através do trabalho de J. Wolpe sobre a dessensibilização sistemática.
Conceitos:
O conceito comportamento refere-se, aqui, à resposta da pessoa face a um estímulo do seu ambiente. Inclui quer as respostas que são observáveis (aquilo que a pessoa faz), quer aquelas que não o são (aquilo que a pessoa pensa e sente). Outro conceito importante é o de aprendizagem. Segundo as terapias comportamentais, os comportamentos constituem respostas aprendidas. Nos casos em que os comportamentos são indesejadas pela pessoa, estes podem ser substituídos, aprendendo outros que sejam mais adequados. Por exemplo, uma pessoa que, face a uma situação geralmente inofensiva, tenha aprendido a vê-la como perigosa, a sentir medo, e a evitá-la / fugir dela, pode substituir esta resposta aprendendo a resposta oposta, de relaxamento.
A aprendizagem de comportamentos pode assumir várias formas, nomeadamente:

Condicionamento Clássico. Aplica-se à modificação dos comportamentos involuntários. É um tipo de aprendizagem em que se associa um estímulo incondicionado, que desencadeia naturalmente uma determinada resposta, com um estímulo neutro, que não desencadearia essa resposta. Esta associação faz com que, após algumas repetições, o estimulo inicialmente neutro passe, por si só, a desencadear a resposta. Por exemplo, numa consulta de dentista, uma intervenção dolorosa (estimulo incondicionado) gera uma resposta de contração (resposta incondicionada) Esta intervenção dolorosa é acompanhada pelo som caraterístico dos instrumentos (estimulo neutro). Ao fim de algumas consultas, o som dos instrumentos (estimulo condicionado) passa por si só a desencadear a resposta de contração (resposta condicionada)

Condicionamento Operante. Aplica-se à modificação dos comportamentos voluntários. É um tipo de aprendizagem em que as consequências de um comportamento influenciam a probabilidade de este voltar a ocorrer. Assim, um comportamento pode ter como consequência a ocorrência de algo agradável (reforço positivo) – por exemplo, o aluno que tem um bom desempenho e é elogiado – ou a remoção de algo desagradável (reforço negativo) – por exemplo, o doente que toma os comprimidos e deixa de ter dores. O reforço aumenta a frequência do comportamento. Ou o comportamento pode ter como consequência a ocorrência de algo desagradável (punição positiva) – por exemplo, a criança que faz uma birra e é repreendida – ou a remoção de algo agradável (punição negativa) – por exemplo, o adolescente que reprova e é proibido de jogar no computador. A punição diminui a frequência do comportamento.

Modelagem. Aplica-se á aquisição de novos comportamentos ou à modificação de comportamentos já existentes. É um tipo de aprendizagem através da observação do comportamento dos outros e das suas consequências para eles. Se o observador vê o comportamento do outro ser reforçado, tende a reproduzi-lo – por exemplo, o aluno que vê o colega participar na aula e obter reconhecimento por isso, aumenta a sua participação. Se o observador vê o comportamento do outro ser punido, tende a inibi-lo - por exemplo, uma criança que vê o irmão colocar o dedo na tomada e começar a chorar não coloca o seu dedo na tomada.
Técnicas:
A intervenção é de curto prazo e focada no presente. Frequentemente envolve tarefas a realizar entre sessões. Parte de objetivos definidos com base naquilo que a pessoa deseja mudar, que geralmente é um ou mais comportamentos específicos e indesejados. Centra-se na modificação do(s) comportamento(s). Algumas técnicas são:
Análise Funcional do Comportamento: Identificar a função do comportamento-alvo articulando o estímulo que desencadeou o comportamento, o comportamento em si, e a consequência desse comportamento, que faz com que este se mantenha. Por exemplo, as birras de uma criança (comportamento) ocorrem no supermercado (estímulo) e terminam quando a mãe compra o objeto pretendido (consequência)

Dessensibilização Sistemática: A pessoa é exposta a uma situação temida, seja na imaginação ou na realidade. A exposição é feita de forma gradual. Por exemplo, uma pessoa com agorafobia (medo de locais dos quais é difícil sair) pode imaginar-se ou ir efetivamente a locais progressivamente mais ameaçadores (a sua rua, uma rua no outro lado da cidade, um centro comercial, uma sala de cinema…). Essa exposição, que habitualmente desencadeia uma resposta de ansiedade, é acompanhada por procedimentos de relaxamento, e a pessoa aprende a substituir a primeira resposta pela segunda.

Contrato de Contingências: Contrato verbal ou escrito entre a pessoa e o terapeuta que define o comportamento-alvo e as consequências positivas ou negativas para comportamentos desejados e indesejados. Por exemplo, de cada vez que a criança fizer uma birra, deve ser levada para um local sem distrações, onde ficará durante um período de tempo determinado (5-15 minutos), ou até se acalmar.

Treino de competências: Abordagem que visa a aquisição e treino de competências de que a pessoa necessite. Por exemplo, treino de competências sociais, treino de assertividade, aquisição de técnicas de relaxamento, educação parental, aquisição de métodos de estudo…


                                                                           Texto elaborado por Ana Catarina Dias - Psicoterapeuta

Um Pouco de Psicanálise



Sigmund Freud, conhecido por muitos como o grande explorador da alma e o pai da psicanálise. Suas obras tiveram grande repercussão no mundo e influenciou desde a literatura ao cinema americano. E assim como Copérnico que denunciou que a Terra não era o centro do universo, Darwin que descobriu a evolução da espécie a partir do reino animal, Freud descobriu o inconsciente e demonstrou que a consciência não é o centro da razão humana.
Mas o que significou a descoberta do inconsciente?
Sem dúvida, o inconsciente, representa mais uma ferida narcísica para a humanidade, pois significa saber que temos acesso apenas a uma pequena parte de nossa vida psíquica, por exemplo, o iceberg, onde, uma ponta insignificante fica a amostra e outra parte muito superior se esconde imerso no mar, assim é na vida psíquica, uma grande parte se encontra imerso no mar desconhecido chamado inconsciente, porém é essa parte imersa e desconhecida, que rege boa parte de nossas vidas.

Freud baseou a psicanálise em procedimentos de investigação, que busca acessar os processos psíquicos que se encontram inacessíveis na parte inconsciente da mente. A associação livre é a técnica fundamental para o exercício da psicanálise. Sua prática consiste na comunicação, pois os pacientes que se submetem a analise devem comunicar todos os seus pensamentos espontâneos, portanto, a de se renunciar toda atitude crítica que haja consigo mesmo e ser sincero ao pronunciar seus pensamentos, mesmo que o sinta desagradável, ou quando julgá-lo absurdo, ou insignificante e até mesmo quando lhe parecer sem relevância. Através dessa fala espontânea, o analista capturará de inconsciente para inconsciente o que se encontra em oculto, e juntos adentrarão na psicanálise.
O paciente em analise caminhará para poder vislumbrar o seu coração através do olhar do analista, com isso, encontrar-se com seus impulsos de vida e de morte, que habitam lado a lado dentro de si.

Introdução à Psicanálise



A psicanálise foi criada por Sigmund Freud (1856-1939), ele nasceu em Freiberg, mas sua família se mudou para Viena quando ele tinha três anos de idade. Freud só deixou a capital austríaca em 1938, após a ocupação nazista; já idoso e doente, instala-se em Londres. A trajetória e historia da psicanálise está indissociavelmente ligada à vida de Freud. A teoria criada por ele em Viena no início do século XX se difundiu por inúmeras áreas do saber, e seus termos circulam até mesmo em conversas coloquiais. Freud inaugurou uma nova área do conhecimento, uma nova forma de ver e pensar o mundo: as neuroses, a infância, a sexualidade, os relacionamento humanos, a subjetividade, a sociedade etc.
Freud teve sensibilidade e receptividade para escutar o discurso do histérico e aprender o que este tinha a lhe ensinar. Foi escutando o histérico que Freud criou a psicanálise, sua teoria, sua prática, seu método terapêutico e sua ética. Ele teve o despojamento de reconhecer a ignorância e a impotência diante de um sem número de situações, diante do sofrimento e lançou-se a busca de novos instrumentos, novos conceitos, novas técnicas.
O ambiente cultural da Áustria, o contexto iluminista pós-Revolução Industrial e a Revolução Francesa, aliada aos conhecimentos psiquiátricos, neurofisiológicos, literários, sociológicos, antropológicos e artísticos, contribuíram, segundo Colich (2005) para que Freud identificasse fenômenos mentais que iam além dos perceptíveis pela consciência.
Segundo Colich (2005), Freud procurou construir uma ciência explanatória que pudesse provar seus achados, encontrando seus fatores e agentes causais, organizados em forma de leis e princípios gerais. Olhava o cérebro e a mente como fenomenologicamente idênticos e estava preocupado com o modelo neurofisiológico, a hidrostase, a termodinâmica e o conceito darwiniano de evolução da mente. Isso influenciou de forma decisiva o modelo de inconsciente construído por Freud, estabelecendo a centralidade dos conceitos de pulsão (formulação teórica para tentar expressar a transformação de estímulos em elementos psíquicos) e recalque. Decorre daí formulações sobre “investimento”, “representação”, “resistência”, “defesas”, fases do desenvolvimento da libido”, “a teoria inicial sobre ansiedade”, a “transferência” como revivência de uma memória passada, e a “realidade psíquica”.
Até a Primeira Guerra Mundial vigorava uma situação de relativa centralidade em torno da figura de Freud. Mas aos poucos ocorre a formação de tradições psicanalíticas locais. Budapest, Londres, Zurique, além de Viena e Berlim, tornam-se referencia para analistas, que agora ultrapassam o laço pessoal e direto com a figura do fundador. Dunker (2005) diz que trata-se agora de pequenos grupos à procura de autolegitimação e reconhecimento no quadro de um movimento psicanalítico cada vez mais extenso e impessoal.
O modelo psicanalítico da mente considera que a atividade mental é baseada no papel central do inconsciente dinâmico. O contato com a realidade teórica da psicanálise põe em evidência uma multiplicidade de abordagens, com diferentes níveis de abstração, conceituações conflitantes e linguagens distintas. Mas isso deve ser entendido um em um contexto histórico cultural e em relação as próprias características do modelo psicanalítico da mente.

CONHEÇA OS OITO DISTÚRBIOS QUE PODEM ACOMETER AS PESSOAS


Tipos de Distúrbios Mentais

Antissocial

A pessoa com esse transtorno geralmente é conhecida como psicopata ou sociopata, mas segundo especialistas estão não são termos corretos para se referir ao problema. Isto porque o termo “psicopata” é normalmente associado com “serial killer”, o que não corresponde à realidade na maioria dos casos.
O problema consiste em ter propensão à agressividade, e falta de limites morais – o sujeito não enxerga problema em agir de forma incorreta para obter vantagens.
O grande problema com quem possui este tipo de distúrbio é que a pessoa dificilmente muda suas atitudes, mesmo que seja punida.

Ansioso

Este distúrbio não se trata de uma ansiedade comum, que acomete todas as pessoas em determinado momento. O problema é grave é faz com que a pessoa esteja permanentemente apreensiva e insegura, sentindo-se inferior e com medo de todas as situações que precisa enfrentar.
Pessoas com este problema costumam ter problemas para se relacionar, e por isso tentam ser aceitas a qualquer custo.

Histriônico

Esta palavra difícil define o histérico, que sempre quer estar no centro das situações e ser notado em tudo que faz. Pessoas assim costumam abusar da manipulação, são extremamente exigentes e instáveis. São também egoístas e fazem de tudo para alcançar seu objetivo – normalmente ser notado.

Borderline


Transtorno

Este tipo de pessoa é imprevisível e pode ter ataques repentinos de fúria. É comum que esse transtorno seja acompanhado por transtornos de imagem e a pessoa também pode possuir comportamento autodestrutivo.

Obsessivo-compulsivo

É aquele perfeccionista ao máximo, como o personagem Sr. Monk, do seriado investigativo.
A pessoa com este distúrbio sente dificuldade em realizar alguma tarefa fora do previsto em ordem ou forma diferente da que está acostumado. Embora sejam confundidas, a doença não é a mesma coisa que TOC – Transtorno obsessivo compulsivo, que é bem mais grave.

Esquizoide


Psiquiatra

Pessoas com este distúrbio ficam mais isoladas, possuindo poucos laços afetivos. Prefere atividades solitárias.

Dependente

Este tipo sofre só com a ideia de ser abandonado. Por isso, acha que é uma pessoa incompetente, sem atrativos e fraca. Como tem essa visão de si mesmo possui dificuldades em enfrentar desafios e alterações de rotina, e acaba ficando submisso às pessoas para que elas não o abandonem.

Paranoide

O paranoide é a pessoa que enxerga em tudo um desafio pessoal – insultos, brincadeiras ou qualquer fato isolado assume uma proporção gigantesca para ele.
Além de ver problema em tudo interpreta situações de forma incorreta, vendo ataques pessoais em atitudes inocentes – é do tipo que sempre acha que está sendo traído pelo companheiro.
A paranoide não é a mesma coisa que paranoia, pois a primeira é um distúrbio de personalidade e a segunda, uma séria doença.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O psicopata das organizações Importa impedir que O Psicopata Organizacional destrua pessoas e afunde serviços e instituições


Todos os dias contactamos e convivemos com eles, mas a imagem que temos do indivíduo psicopata está marcadamente desfocada da realidade e assente em "clichés". Nem todos os psicopatas são criminosos violentos, qual Hannibal Lecter! Podem ser encontrados em todo o lado, nos locais de trabalho, nas relações sociais.
A impulsividade, a falta de sensibilidade e de arrependimento do assassino impiedoso estão igualmente presentes mas dissimuladas por ambição e sucesso profissional. Têm um forte "drive" para o poder. Loquazes, bajuladores e manipuladores, facilmente convencem acerca dos seus objectivos e das suas capacidades de chefia.
Desprovidos de ressonância emocional, apenas vibram com a vertigem do seu sucesso, seja na concretização de um projecto megalómano, seja na humilhação de um subordinado. Graças às características da sua personalidade prosperam nas organizações, empresas e serviços onde impera a procura de resultados rápidos por profissionais que tomem decisões sem vacilar.
Recentemente, este fenómeno tem vindo a ser seguido atentamente nos Estados Unidos, onde algumas grandes empresas, após um crescimento e ascensão notáveis, se defrontam agora com sérios problemas de credibilidade financeira e empresarial, motivados por investimentos megalómanos e gestões irracionais e pouco escrupulosas. O motivo do seu descalabro tem sido apontado à contratação ou progressão meteórica de profissionais carismáticos e ambiciosos, sequiosos de protagonismo e poder, grandiloquentes e aduladores, que conquistam a confiança e admiração das administrações pelas suas propostas empolgantes e resultados mobilizadores.
Na opinião de alguns especialistas de psicologia do trabalho, podem até ser positivos para empresa em termos imediatos, mas com certeza perigosos a prazo. Surgindo como estrelas e salvadores, rapidamente abusam da empresa e dos colegas, intimidando os seus superiores, e deixando a organização "em pantanas". "Contam uma bela história, mas são incapazes do trabalho quotidiano."
Outra faceta não menos relevante deste tipo personalidade é o narcisismo que os atinge, fazendo-se rodear de pessoas pouco capacitadas a quem incitam certos comportamentos e que simultaneamente constituem uma nuvem de alianças e de falsa camaradagem que alimentam a falta de auto-estima que caracteriza a "entourage". A estrutura de tipo narcísica do psicopata caracteriza-se pela auto-referência excessiva, grandiosidade, exibicionismo e dependência excessiva da admiração por parte dos outros.
Apenas reconhecem o Outro em função da sua utilidade. Emocionalmente frios, mentirosos compulsivos são peritos na dissimulação e engano. Aparentemente, o que mais lhes importa são os interesses da empresa ou organização, mas os seus únicos objectivos são o poder, o controlo, a dominação e subjugar. Porém, quando isto se detecta, o mal está feito.
Dada a sua incapacidade de sentir culpa e de reconhecer responsabilidade, quando descobertos e desmascarados continuam a mostrar total indiferença. A sua incorrigibilidade impede-os de beneficiarem de advertência ou reeducação, podendo dissimular, mas na primeira oportunidade voltará ao de cima o seu carácter torpe com as falcatruas da praxe.
Estudos recentes mostram que 15% dos executivos falseiam a sua educação e um terço de todos os seus Curriculum vitae contêm mentiras. Para um psicopata a mentira é uma ferramenta de trabalho. Não mente esporadicamente para se salvar de um aperto. Mente naturalmente, como quem respira, olhos nos olhos, e sem aparente motivo. E diz o que se espera para cada circunstância.
O interesse que tem despertado ultimamente a psicopatia deve-se não só às pesquisas sobre as suas bases neurobiológicas, mas também ao enorme potencial de destruição de alguns psicopatas quando têm acesso a determinados instrumentos, sejam científicos, tecnológicos ou organizacionais.
Trata-se do que alguns chamam um distúrbio de personalidade anti-social, com sistemático desrespeito pelas normas e leis. Mas, atenção, não são "doidos". São intelectualmente intactos, sabem exactamente o que estão a fazer, conhecem as regras, e decidem quais as suas próprias regras.
Quem controla e manipula não é necessariamente um psicopata. Estas características existem um pouco em cada um de nós, de forma mais ou menos saudável. É necessária a presença de um quadro completo, presente numa vasta gama de contextos, ao longo do tempo, sendo a sua principal característica a ausência de empatia: não ligam se estão a lidar com pessoas, não ligam aos sentimentos delas, se as fazem sofrer ou prejudicam - ELES NÃO SE IMPORTAM.
Todos somos capazes de adivinhar este tipo de personalidade em múltiplas figuras públicas, desde ditadores do passado a governantes actuais. Se o mundo da pequena e alguma grande política é terreno fértil, o do dirigismo desportivo então… é melhor nem falar!
E nós, serviços de saúde, centros, hospitais, unidades diferenciadas - algumas são verdadeiras empresas - estamos imunes? Não somos ou poderemos ser vítimas destes doentes? Estão os hospitais preparados e alerta para diagnosticar e lidar com esta patologia na organização? Deverão chefiar Serviços? E como tirá-los de lá? Estarão as administrações atentas? E não estarão elas também "infiltradas?
Não pretendendo generalizar, diria que as organizações onde trabalhamos são tão permeáveis como quaisquer outras às incursões destes indivíduos. Com a agravante que os prejuízos causados se repercutem muito para além das suas vítimas directas, tendo implicações indirectas na saúde das populações.
Este artigo não é, nem pretende ser, uma novidade. É um alerta para um comportamento que tem vindo progressivamente a ser identificado como responsável por perturbações graves do funcionamento de múltiplas empresas, instituições e serviços e à qual as instituições de saúde não são imunes. O psicopata organizacional existe e deve ser diagnosticada a sua presença, impedindo que a sua acção nefasta destrua pessoas e afunde serviços e instituições.
E que frequentemente nos interrogamos sobre se os nossos destinos estão nas mãos de gente saudável…lá isso é verdade!
Manuel Costa Seixas
Consultor em Anestesiologia Assistente Graduado do Quadro de Anestesiologia dos HUC

O que pensa um psicopata? Existe tratamento?

No senso comum, a psicopatia tem sido associada ao protótipo do assassino em série, porém, nem todos os assassinos são psicopatas e nem todos os psicopatas chegam a ser assassinos ou fisicamente violentos. A Psicopatia é um construto psicológico que descreve um padrão de comportamento antissocial crônico. A expressão é muitas vezes utilizada sem distinção com o termo sociopatia (transtorno de personalidade antissocial). Um sociopata tem aversão à sociedade, um psicopata não tem essa aversão, mas é um indivíduo que transgride as regras e as normas sociais. Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Os psicopatas são pessoas que aparentemente parecem ser inofensivos e vistos como indivíduos “normais” por quem os conhecem superficialmente. São pessoas que, à primeira vista, causam boa impressão, revelando-se, no entanto, desonestas e anormalmente egocêntricas. Com frequência, adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral, culpando outras pessoas. De acordo com o psicólogo canadense Robert Hare, criador de uma escala usada para medir os graus de psicopatia, hoje universalmente aceitos para diagnosticar os portadores desse transtorno de personalidade, “ninguém nasce psicopata, nasce com tendências para a psicopatia”. Ele afirma que os pais, a educação recebida e o ambiente exercem influência significativa no desenvolvimento da psicopatia, entretanto, não são determinantes como o fator genético. Na verdade, ambos atuam em conjunto. Os pais podem colaborar para o desenvolvimento da psicopatia tratando mal os filhos. Conclui, “uma boa educação está longe de ser uma garantia de que o problema não aparecerá lá na frente, visto que os traços de personalidade podem ser atenuados, mas não apagados”. É consenso entre a maioria dos especialistas que a psicopatia não tem cura, ou seja, não é tratada por meio das terapias tradicionais. Como exemplo, podemos citar o modelo de atendimento psicológico realizado nas penitenciárias. Ele simplesmente não tem nenhum efeito sobre os psicopatas, porque nesse modelo, tenta-se mudar a forma como os pacientes pensam e agem estimulando-os a colocar-se no lugar de suas vítimas. Para os psicopatas, isso é perda de tempo. Ele não leva em conta a dor da vítima, mas o prazer que sentiu com o crime. Apesar de muitas vezes ter a plena consciência da perversidade dos seus crimes ou das suas intenções criminais, um psicopata raramente aprende com os seus erros, não conseguindo refrear os seus impulsos, carecendo por isso de superego. Por essa razão, esse tipo de tratamento não funciona. Sendo assim, a aparente normalidade, a sua ‘máscara de sanidade’, torna-o mais difícil de ser reconhecido e, logicamente, mais perigoso. 


Autoria: Rangel Barbosa de Lima - Psicólogo Clínico e Organizacional

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A insignificância da pessoa só

Li um texto que relatava a reunião de um jovem em busca de seu primeiro emprego e o diretor da empresa onde pretendia consegui-lo. Na conversa o jovem procurava convencer o empresário de que era o candidato mais preparado, comentando sobre todos os cursos que havia cursado e sempre nas melhores escolas.
Em dado momento o homem pediu-lhe para ver suas mãos – lisas e delicadas -, próprias de um estudante que nunca havia trabalhado e perguntou-lhe se já havia olhado para as mãos de seus pais. O jovem explicou então que não possuía pai há muitos anos, que falecera quando tinha apenas um ano e que sua mãe o criara – e aos outros três irmãos que ainda estudavam -, lavando roupas de terceiros, mas que realmente nunca havia olhado para suas mãos.
Perguntado se já a ajudara em sua tarefa o rapaz disse que ela nunca o permitira, dizendo que queria que ele estudasse bastante e que um dia fosse um “doutor”. Foi então aconselhado a fazer isso e voltar no outro dia para continuarem com a entrevista.
Ao solicitar isso, causou curiosidade em sua mãe que, constrangida, deu-lhe as mãos ásperas, calejadas e com várias cicatrizes para que fossem vistas e lavadas. Observando aquelas mãos feridas e em certos pontos doloridas até pelo simples contato com a água que a limpava, o jovem chorou e, pedindo perdão, agradeceu tudo o que a mãe havia lhe proporcionado com seu sacrifício.
Era a primeira vez que ele se dava conta dos sacrifícios realizados por ela para pagar suas mensalidades e que as cicatrizes e calos eram as marcas do preço pago para que hoje, com sua excelência de formação acadêmica, fosse o escolhido para o primeiro emprego. Naquele dia ele lavou todas as roupas, pedindo para a mãe descansar e durante aquela noite conversaram como nunca o haviam feito.
Ao voltar no dia seguinte e contar ao diretor que aprendera o que provavelmente seria a maior lição de sua vida, assumiu o emprego desejado, ouvindo de seu chefe o conselho, de nunca se esquecer de valorizar aqueles que trabalhavam para ele, pois sem eles nunca seria ninguém e que jamais teria sequer uma camisa limpa e bem passada para ir trabalhar, sem o sacrifício de alguém.
Ouviu ainda que ao acordar e desfrutar de seu café da manhã com o pão, a manteiga e o leite, deveria lembrar-se que nada disso lá estaria sem que outras pessoas tivessem plantado o trigo, criado a vaca, tirado o leite, feito a manteiga e o pão, transportado e comercializado esses produtos e alguém os houvesse colocado na mesa para que ele pudesse deles se servir.
Quantas vezes passamos pelas pessoas sem sequer observá-las? Quando dizemos ao ascensorista do elevador que nos transporta algo além do andar para onde queremos ir ou além do prato que desejamos para um garçom, mais que um bom dia ou boa tarde ao porteiro do prédio onde moramos ou trabalhamos e cumprimentamos um gari por quem passamos, mesmo sabendo que sem eles não poderíamos viver em comunidade e que tudo estaria apodrecendo e fétido à nossa volta?
A maioria das pessoas não enxerga que, para sua alimentação, vestimenta, trabalho, transporte, diversão, moradia ou mesmo para que procrie, ninguém possui algo ou sobrevive sem a participação de outros e que basta olhar a sua volta para perceber que sempre estará devendo agradecimentos ou pedidos de desculpas a alguém.
Nem mesmo as mais modernas tecnologias são capazes de alterar nossa dependência de outras pessoas – que muitas vezes sofrem por nós -, pois diferente da maioria dos animais, o ser humano já nasce precisando de alguém que amarre e corte seu cordão umbilical, que o agasalhe e amamente ou sequer sobreviveria.
O reconhecimento de nossa insignificância quando estamos sozinhos é o primeiro passo para que nos tornemos dignos das ajudas diariamente recebidas.
 http://www.joaoboscoleal.com.br/2012/06/01/a-insignificancia-da-pessoa-so/

SERRA TALHADA - PE - II FÓRUM DE AÇÕES ARTICULADAS NA EDUCAÇÃO

SERRA TALHADA - PE - II FÓRUM DE AÇÕES ARTICULADAS NA EDUCAÇÃO
Foi realizado com muito sucesso no dia 04 de Novembro o II FÓRUM DE AÇÕES ARTICULADAS NA EDUCAÇÃO DE SERRA TALHADA - “POR UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS” – LOCAL: AUDITÓRIO DO COLÉGIO IMACULADA CONCEIÇÃO – ESCOLA NORMAL - REALIZAÇÃO: GOVERNO DE SERRA TALHADA - SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO – no qual se fez presente na abertura o Prefeito Dr. Carlos Evandro, o Vice-Prefeito Luciano Duque, Secretário de Agricultura Rafael Fernandes, o Secretário de Educação Israel Alves que conduziu junto com sua equipe da SME, todo evento e, os Palestrantes Professor José Nivaldo Monteiro dos Santos (Tema: A Influência Comportamental no Ser Humano e Suas Implicações na Educação), Professora Francisca Raquel Cavalcanti César de Souza (Tema: Interdisciplinaridade no Cotidiano Escolar), Filósofo José Ayrton Monteiro (Tema: Ensino Integral – A nova perspectiva de organização do espaço escolar), Professora Rosaline C. P. Paixão (Tema: Indicadores de Qualidade na Educação Infantil), Professora Herica Karina Cavalcanti de Lima (Tema: Alfabetização e Letramento da Pré – Escola ao 5º Ano do Ensino Fundamental), Professor Diógenes Maclyne (Tema: Avaliações Sistêmicas Educacionais), Professor Wagner Dias Vasconcelos (Tema: A Tecnologia da Informação a Serviço do Educador), Professora Luciana Vieira Demery (Tema: Educação de Jovens e Adultos – Sucessos e Insucessos) e o Professor Paulo Roberto Souza Ramos (Tema: Educação Inclusiva). No evento se fez presente mais de 600 (seiscentos) educadores, tendo iniciado as 09h e sendo concluído as 18h30min.

Professor Nivaldo Monteiro, Prefeito de Serra Talhada Dr. Carlos Evandro, Vice-Prefeito Luciano Duque.

Professores Nivaldo Monteiro e Israel Alves - Secretário de Educação de Serra Talhada

PROFESSOR NIVALDO MONTEIRO E MANOEL GOMES - SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE OROBÓ - PE

PROFESSOR NIVALDO MONTEIRO E MANOEL GOMES - SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO  DE OROBÓ - PE
No dia 05 de Novembro de 2011, estaremos iniciando cursos de Pós-Graduação pela FACULDADE ANCHIETA, nesta cidade com apoio do Sr. Secretário de Educação do Município, Manoel Gomes Barbosa, que estava presente no Encontro do PAR - MEC em Pesqueira - PE e, em breve estarei realizando uma PALESTRA para os PROFESSORES da rede Municipal desta cidade.

CAPACITAÇÃO - Do Lúdico ao Abstrato: Formação de Conceitos Matemáticos - CASINHAS - PE

CAPACITAÇÃO - Do Lúdico ao Abstrato: Formação de Conceitos Matemáticos - CASINHAS - PE
Capacitação para Educadores de Matemática do Ensino Fundamental I e II da Rede Municipal, no dia 24 de novembro de 2011, pelo PROFAE - Programa de Formação e Atualização Educacional.

PALESTRA - DROGAS: UM CAMINHO SEM VOLTA - CRAS - SERRA NEGRA - BEZERROS - PE

PALESTRA - DROGAS: UM CAMINHO SEM VOLTA - CRAS - SERRA NEGRA - BEZERROS - PE
Palestra realizada no dia 29 de novembro de 2011 no CRAS - Serra Negra - Bezerros - PE - com a presença de jovens da comunidade e equipe profissional, Gestora, Assistente Social, Psicóloga, Professores e demais Assistentes.

PALESTRA NO CEMAIC - BEZERROS - PE

PALESTRA NO CEMAIC - BEZERROS - PE
No dia 13 de dezembro de 2011 em - BEZERROS - PE, foram realizadas as PALESTRAS com os TEMAS: SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA e DROGAS NA ADOLESCÊNCIA: UM CAMINHO SEM VOLTA, no – CEMAIC, na qual fizeram-se presentes Professores e alunos do Ensino Fundamental II, num total de 120, aproximadamente.

PALESTRA NA ESCOLA MUNICIPAL NELSON CASTANHA - ENCRUZILHADA - BEZERROS - PE

PALESTRA NA ESCOLA MUNICIPAL NELSON CASTANHA - ENCRUZILHADA - BEZERROS - PE
No dia 14 de dezembro de 2011 em - BEZERROS - PE, foram realizadas as PALESTRAS com os TEMAS: SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA e DROGAS NA ADOLESCÊNCIA: UM CAMINHO SEM VOLTA, na ESCOLA MUNICIPAL NELSON CASTANHA, na qual fizeram-se presentes Professores e alunos do Ensino Fundamental II, num total de 60, aproximadamente.

Reverência ao Destino

Reverência ao Destino
"Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião... Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer. Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias... Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros. Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir... Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso. Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a mesma... Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado... Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente conhece. Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã... Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e às vezes impetuosas, a cada dia que passa. Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar... Difícil é mentir para o nosso coração. ( ... ) ( Extraído do Livro Ágape - fls. 119/120 )

UM ARTISTA BEZERRENSE QUE É DESTAQUE NACIONAL

UM ARTISTA BEZERRENSE QUE É DESTAQUE NACIONAL
José Roberval de Lima - Artista Plástico (81)91795913 E-mail: jrobeval@hotmail.com

CANTORES BEZERRENSES

CANTORES BEZERRENSES
WALTER LINS - CANTOR / COMPOSITOR - CONTRATE: (081) 9660-2325

CHARLES ALEXANDRE - CANTOR / COMPOSITOR - CONTRATE: (81)9124.5303 - E-mail: charles_alexandre2010@yahoo.com.br

MARCOS MONTEZ - CONTRATE, ligue para: (81)9646.6067 - (81)8825.0643 ou marcosmontez@bol.com.br