sábado, 9 de abril de 2011

Nossos relacionamentos

João Bosco Leal

Lendo um texto de Mário Quintana, comecei a refletir sobre como encaramos nossos relacionamentos com outras pessoas, sejam com os pais, filhos, amigos, namoradas, esposas, ou qualquer outro.
Desde crianças, temos a tendência de imaginar que precisamos de alguém ou que alguém necessita de nós, de nossa amizade, favores, carinho e amor.
Lembrei da história do menino dono da bola, que não a empresta se ele não jogar junto, ou que, quando contrariado, leva a bola embora, e o jogo acaba. Com o controle da bola ele controla a situação, mas por uma única vez, pois certamente outra bola aparecerá, o jogo continuará, e claro, ele não participará mais.
Quando jovens, passamos a procurar a nossa “cara metade”, e isso jamais encontraremos. Como metades, não sobreviveríamos sem a outra parte, seríamos dependentes dela, e tudo o que traz dependência é uma droga.
O que realmente deveríamos procurar seria a “tampa da nossa panela”, um outro inteiro, que nos complemente. Assim como nós não somos metades, as outras pessoas são inteiras, completas, e aí está a maravilha da vida.
Alguém do qual necessitamos, precisamos, seria uma simples alternativa, normalmente material, mas apesar de poder nos proporcionar os mais diversos tipos de prazeres, os materiais, jamais nos faria realmente felizes.
Para sermos felizes com alguém, é necessário, principalmente, não precisarmos dessa pessoa, não dependermos dela. Sermos capazes de levar uma vida totalmente independente, sem ela. Quando temos essa consciência, já mudamos radicalmente o modo de nos relacionarmos, e só estaremos com alguém se o desejarmos, e não por necessidade.
Aquela pessoa que você ama, ou acha que ama, em quem pensa o dia todo, com quem se preocupa, a quem tenta agradar com uma simples fruta apanhada no pé, por ser a que ela gosta, mas que não lhe corresponde, não se prende por você, certamente não é a pessoa certa, aquela com quem deveria passar sua vida.
Não perca seu tempo com ela, não se dedique mais, não vale a pena, pois ela pode até simpatizar com você, gostar de suas atitudes, sua dedicação, mas não o amará. E não por culpa dela, mas porque você não é a pessoa que ela procura, apesar de você achar que é ela a quem procura.
Não existe a menor possibilidade de um relacionamento, de qualquer tipo, dar certo, a longo prazo, quando esse desejo é unilateral. Nenhuma amizade, namoro ou casamento suportará. E por mais que se tente, pode aumentar a amizade, a afinidade, o carinho, mas o verdadeiro amor não ocorrerá.
Normalmente de onde, e quando menos se espera aparece a pessoa que sempre procurou, aquela com os mesmos sonhos, objetivos e ideais que você, com quem buscará alcançar algo, partilhará as dificuldades, os tropeços, e os sucessos da busca.
Ao lado dela você chorará, sorrirá, e partilhará seu bem mais importante, a vida. Construirá uma história, que, mesmo quando se referir às dificuldades, sempre poderá ser contada com alegria. Essa certamente será sua parceira ideal.
Nossas amizades e nossos relacionamentos são assim, ninguém precisa de ninguém. As pessoas que se dão bem se complementam, e permanecem juntas, por estarem dispostas a partilhar algo. As outras se suportam, e isso não vale a pena.

terça-feira, 5 de abril de 2011

O passado nos ensina, mas lá deve ficar

João Bosco Leal

Percebo pessoas tristes, arrependidas, e outras felizes e orgulhosas, ao se lembrar de seu passado. São posições muito distintas, e, mesmo quando a reação é semelhante, noto que o mesmo sentimento pode ser de intensidade variada.
Infâncias e juventudes mais ou menos abundantes, seja de amizades, namoros, carinho, amor, aproveitamento escolar, ou mesmo de bens materiais, fazem com que cada um, no futuro, sinta esse passado de modo diferente, e isso é normal, pois, como as impressões digitais, todos somos diferentes.
Não somos como produtos industrializados, fabricados em série, numa linha de montagem robotizada, controlada por computadores, onde os humanos participam somente do liga e desliga das máquinas e robôs, ou da colocação de peças específicas nas esteiras rolantes.
Fomos, cada um de nós, gerados em locais, momentos, situações, e por pais e mães diferentes, que nos educaram com maior ou menor rigidez. Crescemos cada um em uma casa, rua e cidade. Estudamos em escolas e tivemos professores e amigos diferentes. Durante o crescimento tivemos algumas doenças, caímos, nos machucamos, sofremos acidentes, tomamos determinados remédios, e, por afinidades, opções, praticamos esportes diferentes uns dos outros.
Assim como o ferreiro tradicional, aquele que molda uma ferramenta a ferro e fogo, de modo rústico, e que mesmo trabalhando no mesmo local, e com as mesmas marreta e bigorna, não consegue fabricar duas peças idênticas, apesar de produzi-las muito parecidas, essas diferenças na geração, criação, educação e crescimento, dos menores aos maiores detalhes, são a nossa moldagem pela vida, que nos tornam seres humanos inigualáveis.
Assim, todos nós tivemos passados com moldagens distintas, mesmo que parecidas, como no caso de irmãos, mas diferentes, e essa compreensão, esse entendimento, pode e deve nos ajudar na convivência com nossos semelhantes, próximos ou distantes, e com o nosso próprio passado.
Quando entendemos isso de modo claro e objetivo, passamos a entender e aceitar melhor as pessoas, e de nada adianta nos lastimarmos ou nos vangloriarmos de nosso passado, pois ele é imutável. O que podemos e devemos, é aprender com o passado, de modo a construir um futuro melhor, e, dentro do possível, com moldagens bem semelhantes entre os que se querem bem, e pretendem permanecer próximos.
Estar vivo já significa possuir um passado, e como alterar o nosso ou o de alguém é impossível, devemos ter maturidade para aceitá-lo, pois ele existiu, e alterar o possível, o futuro, para que mais adiante, não tenhamos os mesmos arrependimentos, e os mesmos desejos de mudar o imutável.
Deixando de lado o egoísmo e o individualismo natural do ser humano, devemos analisar o passado para com ele aprender, para com isso aceitar, perdoar, e tentar, cada um, construir um futuro com menos orgulhos ou arrependimentos individuais, e com mais resultados conjuntos.
Aprender com o passado e colocar uma pedra sobre ele, deixando-o para trás, e não permitindo que caminhe mais ao nosso lado, é certamente o melhor caminho para um futuro melhor, pois desejar que esse passado tivesse sido diferente, ou permitir que caminhe conosco, não é construtivo, mas perda de tempo e energia.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Os verdadeiros culpados

João Bosco Leal

Soube pela imprensa do que eu gostaria muito que fosse uma piada de mal gosto, mas não é, e na última semana do mês de Agosto prescreverá o crime de formação de quadrilha no processo, em andamento no Supremo Tribunal Federal, do chamado “Mensalão do PT”.
Com isso, 22 dos 38 acusados estarão livres dessa acusação. Diz a matéria de um dos jornais de maior circulação no país, que pelo cronograma informal do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, o processo só estaria pronto para ser colocado em pauta no segundo semestre de 2012, mas, em decorrência do período eleitoral, o julgamento ficaria para 2013.
Segundo o jornal, nos últimos meses diversas articulações vêm ocorrendo para contribuir com o esvaziamento do processo, como a indicação do ministro Luiz Fux ao Supremo Tribunal Federal, e a indicação por Dilma Rousseff de mais dois membros da Corte que deve ocorrer antes do julgamento, e integrantes do governo dizem que, para essas indicações, haverá a mesma preocupação com o caso.
Como há dificuldades em obter provas de todas as denúncias, os ministros consideram ser praticamente impossível condenar José Dirceu por corrupção ativa, pois com a prescrição da acusação de formação de quadrilha não haverá mais acusações contra ele.
Percebe-se ainda, claramente, diversas manobras para fortalecer membros do PT réus no processo, como José Genoino e João Paulo Cunha. Como que por provocação, o atual governo, ao que parece, escolheu a dedo onde colocar esses acusados.
José Genoíno assumiu o posto de assessor especial do ministro da defesa Nelson Jobim, justamente aquele que comanda as mesmas Forças Armadas, que no passado o prenderam, armado e em plena floresta, como membro da Guerrilha do Araguaia.
João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e réu no processo do mensalão, foi reeleito com expressiva votação como deputado por São Paulo, e já assumiu o cargo de Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Como provocação contra tudo o que ainda resta de honesto nesse país, a escolha foi perfeita nos dois casos e, para isso, certamente obtiveram ajuda externa, de membros de fora da cúpula do partido, pois pelo que têm divulgado a imprensa, a grande maioria da cúpula pensante desse partido é mais dedicada a outras especialidades, como a concentração de poder e a corrupção, e o baixo clero restante não teria capacidade para escolher tão bem onde colocar esses membros.
Os brasileiros assistem incrédulos essas ocorrências, e, provavelmente como eu, imaginando o que ocorreria se fossem eles, simples eleitores, que tivessem sido flagrados com dólares na cueca, em operações fraudulentas em bancos, caixas dois, e todos os outros crimes dos quais esse grupo é acusado.
As acusações eram tão graves e consistentes que, à época, mesmo com todos os esforços realizados pelo então Ministro da Justiça, e renomado advogado, Márcio Thomaz Bastos, tornaram insustentável a permanência de José Dirceu, suposto chefe do grupo, na Casa Civil da Presidência da República.
Os réus no processos do “Mensalão do PT”, ao invés de serem julgados e, se condenados, serem encarcerados para pagar por seus crimes, estão agregando a seu time outros cidadãos mal intencionados. São a grande maioria dos legisladores, tão ou mais culpados que eles, pois legislam de modo a permitir que crimes que também cometem, ou pretendem cometer, prescrevam sem sequer serem julgados.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O envelhecimento

João Bosco Leal


Sempre procurei entender o motivo pelo qual todos sofremos ao perceber que estamos envelhecendo, que já não somos tão ágeis, que esquecemos de coisas, fatos, ou que já não podemos fazer algo, se isso é inevitável, e que sabemos, desde o nascimento que assim seria.
Quando jovens, passamos por diversas fases, desde os descobrimentos diversos, como os sentimentos e prazeres, e logo já estamos querendo que a idade passe mais rápido, que cheguemos logo aos dezoito anos, para podermos tirar a carteira de habilitação, e termos acesso a novos lugares, como entrar no cinema em filmes censurados.
Em seguida os desejos já são outros, como acabar logo a faculdade, começar a trabalhar, ser independente financeiramente, sair da casa dos pais, e, com isso, pensamos que não iremos mais ter de dar satisfações a ninguém, principalmente àqueles que nos criaram.
Começam os planos de casamento, constituir a própria família, a casa própria e todos os outros comuns nessa fase da vida, quando vem o primeiro filho, e tudo começa a se transformar naquilo que é, literalmente, a vida real, sem sonhos vagos, e passa a ser a de projetos e sonhos mais precisos, de projeções, ambições e futuro.
Provavelmente, no aspecto material, essa é a fase mais produtiva de nossas vidas, pois buscamos incansavelmente a realização de muitas projeções, tanto para nossas vidas, como da de nossos filhos. São as buscas financeiras, de crescimento econômico, aquisições materiais, estabilidade, e, imagina-se, de garantias e segurança futuras.
Na fase da maturidade começamos a entender muitas das razões pelas quais nossos pais e mestres nos diziam algo, que deveríamos ou não realizar, e que, agora, nós é que dizemos a nossos filhos. Percebemos que muitos de nossos sonhos não se realizarão, ou porque eram fantasiosos, ou porque nós, por qualquer motivo, não conseguiremos realizá-lo.
Refazemos as nossas projeções, nossos objetivos, que agora são pautadas em bases mais sólidas, e de maior possibilidade de realização dentro de nossa atual realidade, seja física, econômica ou intelectual. Passamos a aceitar que muitas coisas antes desejadas não se realizarão, mas imaginamos que outras ainda são possíveis de serem alcançadas e traçamos estratégias com esse objetivo.
Penso ser após essa fase, quando se começa realmente a envelhecer, notar limitações físicas e mentais, que o ser humano inicia seu sofrimento pela aproximação do final, que já era esperado, conhecido de longa data, mas de difícil aceitação. Quando, matematicamente notamos que já há bem menos anos a viver do que os já vividos.
Começa a fase do sofrimento pelo inevitável que se aproxima, mas esse sofrimento ocorre não pelo simples final, mas pelo conhecimento, a experiência que alcançamos, e que, com eles, provavelmente teríamos alterado várias decisões e escolhas passadas, e com isso, certamente alcançaríamos com mais facilidade vários objetivos, mas que não há mais tempo para mudanças de rotas, está feito.
Como nunca chegaremos a experimentar certos sonhos e aventuras imaginadas ontem, precisamos viver intensamente o hoje, pois a lembrança do hoje nos aliviará a dor, do que será impossível viver amanhã.

sábado, 26 de março de 2011

Os tropeços constroem

João Bosco Leal
Na internet, encontrei uma frase atribuída a Voltaire que diz: “Não estou de acordo com o que dizes, mas lutarei até o fim para que tenha o direito de dizê-lo”.
Durante o período em que estava com minhas movimentações limitadas, resolvi escrever tudo o que penso, sobre diversos assuntos. Foi a idéia que tive para me ajudar na sobrevivência durante aquele longo período, e para deixar para meus descendentes idéias que talvez pudessem ser úteis um dia, ou, se não forem, que ao menos sirvam para mostrar o que pensava seu antepassado.
Assim, como já havia anteriormente montado um blog destinado a mostrar aos filhos e netos, com descrições diárias, uma viajem de moto que fiz ao Chile, e outras que pretendia realizar, montei um outro blog, agora para arquivar meus textos, de modo a que, no futuro, pudessem ser por eles consultados se tivessem interesse.
Tanto no blog da viagem de moto, como neste, a intenção não era dar grande divulgação ao mesmo, e muito menos utilizá-los como fonte de renda, mas amigos motociclistas mais próximos na época acharam ótima a idéia, passaram a acompanhar a viagem, fazer comentários, dar sugestões de locais, e inclusive alguns também montaram seus próprios blogs para divulgar suas próximas viagens.
Como profissionalmente já havia trabalhado com sites anteriormente, pessoas mais próximas, inclusive amigos da imprensa, me solicitaram, e comecei a enviar-lhes cópias desses textos que agora escrevia, e alguns passaram a ser publicados, talvez por simples consideração a um amigo que estava enfermo, imobilizado.
Alguns textos foram muito bem recebidos, e outros nem tanto, mas a realidade é que as publicações em blogs, sites e jornais foram aumentando, e alguns textos ultrapassaram inclusive os limites geográficos do país, e foram publicados em países vizinhos, e também “além mar”.
Claro que isso nos incentiva muito, mas também aumenta muito a responsabilidade de que dizemos, e, apesar de já mantermos uma média de dezenas de publicações de cada texto, outro dia me surpreendi com um redundante fracasso de publicação, pois um determinado texto só foi publicado por dois sites. Li, reli, e não consegui, até o momento entender o motivo, mas procurei, como sempre aprender algo com isso.
Primeiro que, retornando às origens do blog, minha intenção nem era publicar nada além do blog, que seria um simples arquivo dos textos, para visitação futura de meus descendentes. As publicações ocorridas foram consequências excelentes, de concordância, aceitação, mas nunca buscadas como objetivo do blog.
Declarações como a de Voltaire, só me dão a certeza de que escrever era mesmo o que tinha a fazer, durante meu período de impossibilidade de locomoção, e que, com o que ocorreu em seguida, que devo mesmo continuar, pois nunca seremos capazes de acertar sempre, mas não podemos perder as oportunidades, sejam as de dizer claramente o que pensamos, sejam as de aprender com os tropeços.
Com eles aprendemos que devemos olhar mais onde pisamos, pois no caminho podem existir mais pedras e buracos, dos quais podemos nos desviar se vistos com antecedência, e dos quais podemos tirar mais lições, como a de que podem nos derrubar, mas ao mesmo tempo servem de sombra para insetos e répteis.
Tropeços são parte inerente da vida, sem os quais, nossos e de outros, não temos como aprender, e usá-los como combustível para a viagem rumo ao sucesso. Mesmo ainda não tendo entendido claramente este último, já o estou usando na construção do caminho que pretendo continuar seguindo, e que certamente me levará ao acerto.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O exemplo do Japão

João Bosco Leal
Segundo especialistas, os desastres climáticos que recentemente têm sido divulgados, ocorrem, e sempre ocorreram, na mesma quantidade e intensidade, mas não havia tanta informação quanto hoje que os divulgasse, motivo pelo qual muitos imaginam que estão aumentado, tanto na quantidade quanto na intensidade.
A internet, antes inexistente, hoje consegue fazer com que as pessoas se sintam praticamente participantes dos fatos, tamanha a riqueza de detalhes e a rapidez da divulgação dos mesmos. Consegue transmitir dados e imagens que derrubam governos como no Egito, ameaçam ditadores como na Líbia e surpreende a humanidade, mudando inclusive expressões, como a da transmissão ao vivo e a cores como se dizia alguns anos atrás, para transmissão on line, de ocorrências como o terremoto seguido do tsunami que arrasou o Japão nos últimos dias.
Os ambientalistas radicais tentam desmentir trabalhos científicos que comprovam isso, dizendo que o homem destruiu o planeta, que precisamos de “desmatamento zero”, replantar o que já foi desmatado, e todas as outras previsões alarmistas que já estamos acostumados a ouvir destes.
Já os cientistas afirmam que não é um tipo de árvore, mas qualquer tipo de planta, a responsável pelo “filtro” terrestre e a purificação do ar, e que, nesse sentido, tanto faz a floresta amazônica, quanto uma imensa floresta de eucaliptos, ou mesmo milhares de hectares de soja, milho, ou qualquer outro plantio agrícola, todos fazem a fotossíntese com a mesma qualidade e intensidade.
Independentemente desse tipo de discussão, até por não possuir conhecimento do assunto e não pretender, como alguns que defendem essa ou aquela corrente, radicalizar, seja para qual lado for, penso que tudo o que o ser humano precisa fazer para aprender é observar os fatos, as ocorrências, e delas tirar conhecimento necessário para viver cada vez melhor, em paz e em harmonia com a natureza, que tudo nos dá, e tudo nos ensina.
Sempre podemos aprender algo observando as mais diversas ocorrências da vida, sejam pessoais ou comunitárias, e o que está ocorrendo no Japão nos últimos dias, me faz pensar sobre os motivos pelos quais, num país como o Brasil, com tantas riquezas naturais, ainda se pensa na geração de energia nuclear.
As possibilidades naturais existentes no país para a geração de energia utilizando os mais diversos meios conhecidos atualmente são imensas, e praticamente inofensivas, como o aumento significativo da geração da energia hidráulica, com a grande quantidade de rios ainda inexplorados para esse fim que possuímos, a energia gerada pelo vento, eólica, quando se sabe que possuímos regiões onde o vento é intenso e ininterrupto, como no Nordeste, e a energia solar, de captação fácil e abundante em todo o país durante todo o ano.
Mesmo com os ambientalistas lutando contra, dizendo que as represas inundam áreas de animais, reservas indígenas, ou mesmo de outras populações ribeirinhas, não dizem que essas populações realocadas sempre são instaladas em locais com maiores e melhores condições e infraestrutura como um todo, desde escolas, hospitais, comércio, centros de lazer, e tudo o que se faz necessário para uma vida mais digna do que possuíam.
E as represas, além de energia passam a gerar também fartura de alimentos com peixes em abundância para seus ribeirinhos, trabalho para pescadores profissionais, turismo e sua consequente geração de empregos, esportes aquáticos, transporte fluvial, mais barato e seguro que o rodoviário e o ferroviário, e centenas de outras possibilidades.
As ocorrências no Japão devem servir de alerta aos defensores da energia nuclear pois por mais que os cientistas digam que possuem controle sobre esse sistema, num dos países mais desenvolvidos do mundo, e que no passado já sofreu as consequências da explosão de bombas atômicas em seu território, esses cientistas não souberam sequer como impedir as explosões dos reatores, e a nova contaminação ambiental e de seres humanos que certamente ocorrerá.
Podemos até entender que em países menores, pequenos como o Japão, a geração de energia nuclear ainda assim seja justificável, por falta de outras alternativas, mas no Brasil, com todas as riquezas naturais que possuímos, só pode ser entendida como mais uma fonte de corrupção, ou seja, de crime.



segunda-feira, 14 de março de 2011

Sonhos e desejos

João Bosco Leal
http://www.joaoboscoleal.com.br/2011/03/sonhos-e-desejos.html
Quando os filhos nascem seus pais sofrem uma enorme mudança. Mudam os objetivos, os sonhos, desejos, ambições, nascem as preocupações e aumentam as responsabilidades.
Com seu crescimento desses filhos, os primeiros passos, primeiras palavras, primeiras quedas nos fazem rir. Entretanto, seus pequenos machucados nos transtornam e enchem de culpa. Aquele tombo com o consequente galo na cabeça, um corte com a necessidade de alguns pontos ou até um membro fraturado, nos levam a sentimentos de culpa, por não havê-los protegido o suficiente, e também a começar a entender que não seremos capazes de protegê-los contra tudo e contra todos.
No início da fase escolar, as pequenas brigas, apelidos, gozações e até xingamentos nos fazem querer, ou até mesmo tomar a atitude de ir tomar satisfações e fazer ameaças aos professores, diretor ou até mesmo aos pais do “agressor” de nossos filhos. É o nosso total despreparo para entender que nossos filhos começaram a viver em sociedade e isso trará uma infinidade de coisas boas, mas também ruins, durante toda a sua vida, e que eles próprios precisam aprender a conviver com isso, e a se defender quando necessário.
Em alguns casos, a ignorância ou o simples despreparo dos pais, fazem com que, nessa época, ensinem seus filhos a bater, ser agressivos, pois para estes, “bater é melhor que apanhar”, enquanto outros pais ensinam aos seus a cordialidade. Começa aí a diferença de caráter, de formação e de comportamento dos futuros adultos, que certamente levarão, para o resto de suas vidas, esses ensinamentos mais ou menos cordatos ou agressivos.
Essas crianças crescem e durante sua juventude os pais ainda podem transmitir alguns ensinamentos, algumas experiências de vida, sempre daquelas que, mesmo quando errando, pensamos ser o melhor para elas, sua vida, seu futuro. Passa o tempo e elas começam a rebelar contra tudo o que dizemos, pois somos velhos, ultrapassados, e em nosso tempo não havia sequer computadores, celulares e nunca ouvimos boas músicas.
Nada sei nem estudei sobre educação, além da experiência passada na tentativa de educar, da melhor maneira possível, e dentro da minha ótica, meus três filhos. Mas, para todos, estudiosos ou não, e em qualquer nível cultural ou econômico, a vida passa e esses filhos se casam e começam ter os próprios filhos, começando, agora eles próprios, a sentir tudo o que sentimos e, por esse motivo, invariavelmente começam a enxergar muitas coisas, ou até a própria vida, de uma maneira bem mais próxima da nossa própria visão.
Começam a entender nessa fase o que significa “amor de pai e de mãe”, que o criou, lhe deu carinho, aqueceu, alimentou, protegeu e amou sempre, em qualquer situação, quando estava certo ou errado. Começam a entender que por mais velhos, chatos e ignorantes que sejam seus pais, existem pessoas que possuem pais bem piores, que sequer quiseram conhecer seus filhos, das mães que os doaram ainda na maternidade, sem chegar a conhecê-los nem com um olhar, das que os abandonaram em sacos de lixo, dos pais bêbados, viciados, que agridem fisicamente a esposa e os filhos simplesmente por estarem bêbados ou drogados, e assim muitos outros exemplos poderiam ser dados de pais que certamente são piores que pensamos serem os nossos.
Por pior que seja um pai, desde que esteja sóbrio, longe de bebidas ou drogas das quais eventualmente possa ser usuário, não tenha a menor dúvida de que, tudo o que deseja para seu filho, é que seja melhor que ele, que obtenha a felicidade e o sucesso que ele próprio sonhou mas não obteve.

SERRA TALHADA - PE - II FÓRUM DE AÇÕES ARTICULADAS NA EDUCAÇÃO

SERRA TALHADA - PE - II FÓRUM DE AÇÕES ARTICULADAS NA EDUCAÇÃO
Foi realizado com muito sucesso no dia 04 de Novembro o II FÓRUM DE AÇÕES ARTICULADAS NA EDUCAÇÃO DE SERRA TALHADA - “POR UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS” – LOCAL: AUDITÓRIO DO COLÉGIO IMACULADA CONCEIÇÃO – ESCOLA NORMAL - REALIZAÇÃO: GOVERNO DE SERRA TALHADA - SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO – no qual se fez presente na abertura o Prefeito Dr. Carlos Evandro, o Vice-Prefeito Luciano Duque, Secretário de Agricultura Rafael Fernandes, o Secretário de Educação Israel Alves que conduziu junto com sua equipe da SME, todo evento e, os Palestrantes Professor José Nivaldo Monteiro dos Santos (Tema: A Influência Comportamental no Ser Humano e Suas Implicações na Educação), Professora Francisca Raquel Cavalcanti César de Souza (Tema: Interdisciplinaridade no Cotidiano Escolar), Filósofo José Ayrton Monteiro (Tema: Ensino Integral – A nova perspectiva de organização do espaço escolar), Professora Rosaline C. P. Paixão (Tema: Indicadores de Qualidade na Educação Infantil), Professora Herica Karina Cavalcanti de Lima (Tema: Alfabetização e Letramento da Pré – Escola ao 5º Ano do Ensino Fundamental), Professor Diógenes Maclyne (Tema: Avaliações Sistêmicas Educacionais), Professor Wagner Dias Vasconcelos (Tema: A Tecnologia da Informação a Serviço do Educador), Professora Luciana Vieira Demery (Tema: Educação de Jovens e Adultos – Sucessos e Insucessos) e o Professor Paulo Roberto Souza Ramos (Tema: Educação Inclusiva). No evento se fez presente mais de 600 (seiscentos) educadores, tendo iniciado as 09h e sendo concluído as 18h30min.


Professor Nivaldo Monteiro, Prefeito de Serra Talhada Dr. Carlos Evandro, Vice-Prefeito Luciano Duque.


Professores Nivaldo Monteiro e Israel Alves - Secretário de Educação de Serra Talhada

PROFESSOR NIVALDO MONTEIRO E MANOEL GOMES - SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE OROBÓ - PE

PROFESSOR NIVALDO MONTEIRO E MANOEL GOMES - SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO  DE OROBÓ - PE
No dia 05 de Novembro de 2011, estaremos iniciando cursos de Pós-Graduação pela FACULDADE ANCHIETA, nesta cidade com apoio do Sr. Secretário de Educação do Município, Manoel Gomes Barbosa, que estava presente no Encontro do PAR - MEC em Pesqueira - PE e, em breve estarei realizando uma PALESTRA para os PROFESSORES da rede Municipal desta cidade.

CAPACITAÇÃO - Do Lúdico ao Abstrato: Formação de Conceitos Matemáticos - CASINHAS - PE

CAPACITAÇÃO - Do Lúdico ao Abstrato: Formação de Conceitos Matemáticos - CASINHAS - PE
Capacitação para Educadores de Matemática do Ensino Fundamental I e II da Rede Municipal, no dia 24 de novembro de 2011, pelo PROFAE - Programa de Formação e Atualização Educacional.

PALESTRA - DROGAS: UM CAMINHO SEM VOLTA - CRAS - SERRA NEGRA - BEZERROS - PE

PALESTRA - DROGAS: UM CAMINHO SEM VOLTA - CRAS - SERRA NEGRA - BEZERROS - PE
Palestra realizada no dia 29 de novembro de 2011 no CRAS - Serra Negra - Bezerros - PE - com a presença de jovens da comunidade e equipe profissional, Gestora, Assistente Social, Psicóloga, Professores e demais Assistentes.

PALESTRA NO CEMAIC - BEZERROS - PE

PALESTRA NO CEMAIC - BEZERROS - PE
No dia 13 de dezembro de 2011 em - BEZERROS - PE, foram realizadas as PALESTRAS com os TEMAS: SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA e DROGAS NA ADOLESCÊNCIA: UM CAMINHO SEM VOLTA, no – CEMAIC, na qual fizeram-se presentes Professores e alunos do Ensino Fundamental II, num total de 120, aproximadamente.

PALESTRA NA ESCOLA MUNICIPAL NELSON CASTANHA - ENCRUZILHADA - BEZERROS - PE

PALESTRA NA ESCOLA MUNICIPAL NELSON CASTANHA - ENCRUZILHADA - BEZERROS - PE
No dia 14 de dezembro de 2011 em - BEZERROS - PE, foram realizadas as PALESTRAS com os TEMAS: SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA e DROGAS NA ADOLESCÊNCIA: UM CAMINHO SEM VOLTA, na ESCOLA MUNICIPAL NELSON CASTANHA, na qual fizeram-se presentes Professores e alunos do Ensino Fundamental II, num total de 60, aproximadamente.

Reverência ao Destino

Reverência ao Destino
"Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião... Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer. Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias... Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros. Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir... Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso. Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a mesma... Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado... Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente conhece. Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã... Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e às vezes impetuosas, a cada dia que passa. Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar... Difícil é mentir para o nosso coração. ( ... ) ( Extraído do Livro Ágape - fls. 119/120 )

UM ARTISTA BEZERRENSE QUE É DESTAQUE NACIONAL

UM ARTISTA BEZERRENSE QUE É DESTAQUE NACIONAL
José Roberval de Lima - Artista Plástico (81)91795913 E-mail: jrobeval@hotmail.com

CANTORES BEZERRENSES

CANTORES BEZERRENSES
WALTER LINS - CANTOR / COMPOSITOR - CONTRATE: (081) 9660-2325

CHARLES ALEXANDRE - CANTOR / COMPOSITOR - CONTRATE: (81)9124.5303 - E-mail: charles_alexandre2010@yahoo.com.br

MARCOS MONTEZ - CONTRATE, ligue para: (81)9646.6067 - (81)8825.0643 ou marcosmontez@bol.com.br