domingo, 17 de abril de 2011

A inteligência


A inteligência e os animais
Muitos animais mostram inteligência em diferentes graus, sendo a inteligência humana a que mais evoluiu em tempo relativamente curto (cerca de dois milhões de anos), obviamente considerando essa evolução dentro de uma escala de centenas de milhões de anos.
A inteligência humana teve uma evolução espetacular a partir da inteligência dos primatas, mas é curioso cogitar-se que uma inteligência tão fulgurante como a humana poderia ter evoluído a partir da inteligência de outros mamíferos avançados, tais como os golfinhos, por exemplo. Talvez a maior instabilidade dos ambientes aquáticos comparativamente com os territoriais e as catastróficas alterações de clima no continente africano tenham promovido a grande evolução da inteligência dos primatas em detrimento dos golfinhos.
Como a inteligência não tem registro paleontológico, como ossos, dentes, etc., a tentativa de deslindar os mistérios relativos à evolução da inteligência dos animais em geral e dos primatas e golfinhos em particular são realizados a partir das evidências colhidas por cientistas a respeito do comportamento desses animais ao longo do tempo, como, por exemplo, a caça em grupo e a comunicação entre eles por sons ou por gestos.
Atualmente a visão científica é de que existem vários graus de inteligência, de que alguns animais dispõem de funções neurais, tal como a destreza manual, de visão colorida estereoscópica, altamente sofisticada, de reconhecimento e uso de símbolos complexos, de memória de longo prazo, etc.
O homem compartilha com outros mamíferos de muitos aspectos inteligentes que, anteriormente, supunha-se características humanas exclusivas, como a linguagem simbólica, por exemplo.
O fato é que o homem é o mais inteligente animal da Terra por causa das características do seu cérebro, mas outros animais dispõem de inteligência muito desenvolvida.
A inteligência humana
A evolução da inteligência humana foi estudada a partir do aumento da capacidade craniana e da utilização da inteligência na preparação dos primitivos artefatos fabricados pelo homem para a caça em grupo, para o cozimento precário de alimentos, etc. Esse estudo prossegue até os dias atuais, com o homem produzindo robôs, espaçonaves e células fabricadas a partir de embriões, destinadas à restauração de tecidos do seu corpo, etc.
Cientistas levantaram a hipótese de que é necessária uma “massa crítica” de neurônios como condição “sine qua non” para a explosão evolucionária da inteligência ou, em outros termos, abaixo de certo número de neurônios a inteligência não leva à invenção, à imaginação, à comunicação social simbólica e a outras formas semelhantes à inteligência humana. Essa hipótese é de que atingido certo número de neurônios ocorreu a explosão evolutiva da inteligência humana, o que determinou o rápido aumento do cérebro e da sua complexidade e que a inteligência humana prossegue agora tão somente no sentido da sua evolução qualitativa, ou, em outros termos, o homem será cada vez mais inteligente, distanciando a sua inteligência da dos outros animais. Essa teoria leva a uma cogitação muito curiosa: poderia em condições especiais ocorrer uma explosão parecida com a inteligência de outro animal, levando-a depois a uma evolução muito rápida?
Teorias referentes à inteligência
Sócrates teve uma visão prevalente de inteligência como um raciocínio abstrato no campo da linguagem e da matemática. Platão e Aristóteles entenderam a inteligência como uma habilidade na lógica, na geometria e na argumentação.
Os três filósofos gregos buscaram identificar pessoas sábias e testaram seus conhecimentos com o objetivo de identificarem a inteligência. Sócrates considerou que as inteligências das pessoas são diferentes e inerentes a elas, que nascem com conhecimento inato, conceito que chegou até o racionalismo de Descartes. Esse filósofo separava o corpo da mente, dizendo que o corpo sendo material podia ser estudado, enquanto que a mente por ter origem divina somente poderia ser conhecida pela introspecção. Locke, ao contrário, argumentou que não nascemos com conhecimentos, mas que os adquirimos por meio de nossas experiências sensoriais do mundo e de nossa capacidade de refletir sobre as operações mentais. Ele era materialista e afirmava que a mente poderia ser estudada também.
Donders, Helmholtz e Broca exploraram a natureza material do corpo e descobriram relações entre os sentidos e o sistema nervoso e o relacionamento entre o cérebro e as habilidades humanas.
Darwin com a sua teoria da evolução teve poderoso impacto sobre o estudo da inteligência e abriu campo para que Galton, com fundamento em métodos estatísticos, apregoasse a herança da inteligência e seus aspectos eugênicos.
Quociente de Inteligência
Sem dar ênfase a eugenia, que assumiu caráter político, principalmente na Alemanha, o psicólogo francês Alfred Binet e sucessores observaram que as pessoas são mais inteligentes ou menos e estudaram a inteligência com o objetivo de medi-la por meio de testes conhecidos como de avaliação do QI (Quociente de Inteligência). Para a criação desses testes imagina-se que a distribuição de QI, na população, tenha uma função chamada densidade de probabilidade normal. A distribuição normal, muito utilizada na estatística, necessita, matematicamente, de dois parâmetros para a sua completa caracterização: a média e o desvio padrão. Por convenção a média vale sempre 100. O desvio padrão (normalmente citado simplesmente como desvio ou, ainda, d.p.) mede a dispersão dos valores em torno da média. Para atribuir-se ao QI uma porcentagem (ou vice-versa) é sempre necessário que se conheça o desvio. Não tem sentido falar em QI (numérico) sem citar qual desvio padrão está sendo utilizado. Os desvios padrões mais comuns são o d.p. 16 e o d.p. 24. Por exemplo, uma pessoa com QI topo 2% pode ter um QI numérico igual ou igual a 130 (d.p. 16) ou 148 (d.p. 24). Assim, somente têm sentido, efetivo, as mensurações que resultem na inserção da inteligência de determinada pessoa no percentual privilegiado de uma determinada população, como, por exemplo, o Delphim Neto  faz parte do percentual de 5% das pessoas mais inteligentes do Brasil; Sócrates fazia parte do grupo de 2%  dos gregos mais inteligentes de sua época.
Existem sociedades que agrupam as pessoas mais inteligentes do mundo. Entre elas encontra-se a Mensa, que no Brasil reúne 400 sócios entre as pessoas mais inteligentes do País, com QI (d.p. 24) de 148 ou mais.
O neuropsicólogo Daniel Fuentes, supervisor da Mensa, considera que o grau de inteligência das pessoas é determinado pela associação de fatores poligênicos (que é caracterizado por uma combinação de gens) e multifatoriais (relacionados à estimulação ambiental).
Estima-se que 5% da população mundial seja constituída por pessoas com inteligências superdotadas, mas que a maior parte desse grupo não desenvolverá sua potencialidade porque essas pessoas não serão identificadas e não serão apoiadas. Essas pessoas encontram-se em todas as camadas sociais e em diferentes nacionalidades, raças e culturas.
O presidente da Mensa, neurocirurgião José Augusto Teixeira, cogita de conseguir recursos para que no Brasil as crianças com inteligência superdotadas tenham ajuda, como acontece nos Estados Unidos e no Canadá.
Inteligências múltiplas
Haward Gardner, professor da Havard Graduate School of Education, questionou a medição da inteligência por meio de testes verbais padronizados, defendendo a existência de inteligências múltiplas ou multifacetárias, com competências intelectuais relativamente autônomas, que podem ser combinadas e modeladas para adaptar-se às pessoas e às culturas respectivas.
Gardner atuou em dois campos distintos, num pesquisando crianças superinteligentes no Havard Project Zero e noutro realizando pesquisa referente às perdas das capacidades cognitivas em pacientes sofrendo distúrbio de funcionamento cerebral. Nessa última pesquisa, desenvolvida no Boston Veterans Administration Medical Center e na Boston University School of Medicine, observou a perda de inteligência setorial em pacientes com o cérebro afetado em algum ponto. Esse ponto seria no cérebro a sede de determinada inteligência perdida. O conjunto de pontos do cérebro comporia a inteligência humana.
Gardner criticou a avaliação do QI levando-se em conta apenas o processo lógico e lingüístico de solução de problemas, ignorando os aspectos biológicos e as várias matizes da criatividade humana.
Criticou também a teoria piagentina. Piaget havia proposto teoria segundo a qual os conhecimentos estariam dispostos dentro da mente de forma semelhante à rede telefônica de uma cidade, na qual uma ligação de fios permitiria a comunicação entre dois telefones, mas uma segunda ligação permitiria a comunicação entre três telefones, indo até o ponto que uma hipotética “ultima ligação” permitiria a comunicação desse último telefone com todos os outros telefones da cidade.
Pesquisas recentes em neurobiologia sugerem que existem áreas no cérebro correspondentes a diferentes pontos de cognição, com competências diferentes para processar informações específicas. Apesar de ser muito difícil dizer claramente quais são essas áreas, existe o consenso de que cada uma delas expressa uma forma diferente de inteligência.
Na apresentação original da sua teoria, Gardner propôs sete diferentes inteligências, mas não de forma taxativa, de forma que poderão existir mais de sete ou menos de sete inteligências diferentes.
Mais tarde Gardner especulou sobre um oitavo tipo de inteligência, chamada naturalista, associada à habilidade de reconhecer a flora e a fauna.
Gardner apresentou sua teoria de forma muito curiosa, para não dizer inteligente, o que seria redundância neste trabalho. Apresentou a biografia de pessoas que demonstraram facilidade incomum em cada tipo de inteligência, mencionando em seguida a identificação isolada de cada tipo de inteligência.
Essas inteligências múltiplas segundo Gardner  são as seguintes:
Lingüística e Verbal
A inteligência Lingüística e Verbal está relacionada às palavras e à linguagem - escrita e falada - e domina a maior parte do universo educacional ocidental. Responsável pela produção da linguagem e de todas as complexas possibilidades que a seguem, incluindo a poesia, o humor, o contar-estórias, a gramática, as metáforas, as similaridades,  o raciocínio abstrato, o pensamento simbólico, a padronização conceitual,  a leitura e a escrita.
Exercitam essa inteligência os poetas, os teatrólogos, os escritores, os novelistas, os jornalistas, os oradores e os comediantes.
Habilidades encontradas nesse tipo de inteligência:
  • entendimento da ordem e do significado das palavras;
  • capacidade de convencer alguém sobre um fato;
  • capacidade de explicar, de ensinar e de aprender;
  • senso de humor;
  • memória e lembrança;
  • análise meta-lingüística.   
Lógica e Matemática
A inteligência Lógica e Matemática está comumente associada ao que chamamos de raciocínio científico ou indutivo. Esta inteligência envolve a capacidade de reconhecer padrões, de trabalhar com símbolos abstratos (como números e formas geométricas), bem como discernir relacionamentos ou estabelecer conexões entre peças separadas ou distintas. Presente nos cientistas, programadores de computadores, contadores, advogados, banqueiros e matemáticos.
Habilidades desse tipo de inteligência:
  • reconhecimento de padrões abstratos;
  • raciocínio indutivo e dedutivo;
  • discernimento de relações e conexões;
  • solução de cálculos complexos.
Visual e Espacial
A inteligência Visual e Espacial apóia-se no senso de visão e na capacidade de visualização espacial de um objeto, incluindo ainda a habilidade de criar imagens mentais. Essa inteligência encontra-se em atividades tais como as artes visuais (incluindo pintura, desenho e escultura), navegação, criação de mapas e arquitetura (que envolve o uso do espaço e o conhecimento de como se locomover) e em jogos como  o xadrez (que requer a habilidade de visualizar objetos a partir de diferentes perspectivas). Nela encontra-se o sentido de visão, mas também a habilidade de formar imagens mentais.
Ela é encontrada nos arquitetos, artistas gráficos, cartógrafos, designers, desenhistas de produtos industriais e artistas, pintores e escultores.
Habilidades encontradas:
  • percepção acurada de diferentes ângulos;
  • reconhecimento de relações de objetos no espaço;
  • representação gráfica;
  • manipulação de imagens;
  • descoberta de caminhos no espaço;
  • formação de imagens mentais;
  • imaginação ativa.
Musical e Rítmica
A inteligência Musical e Rítmica baseia-se no reconhecimento de padrões tonais (incluindo sons do ambiente) e numa sensibilidade para ritmos e batidas. Inclui também capacidades para o manuseio avançado de instrumentos musicais. Ela pode ser encontrada nos compositores musicais, dos mais diversos estilos (canções eruditas, populares, de jingles publicitários), nos músicos profissionais, bandas de rock e dança e nos professores de música.
Habilidades características dessa inteligência:
  • reconhecimento da estrutura musical;
  • esquemas para ouvir música;
  • sensibilidade para sons;
  • criação de melodias  e de  ritmos;
  • percepção das qualidades dos tons;
  • habilidade para tocar instrumentos.
Corporal
A Inteligência Corporal relaciona-se com o movimento físico e com a sabedoria do corpo, incluindo o córtex cerebral que controla o movimento corporal. É a habilidade de usar o corpo para expressar uma emoção (dança e linguagem corporal), jogar um jogo (esporte) e criar um novo produto (invenções). Por exemplo, são nossos corpos que sabem como andar de bicicleta, skate, datilografar e estacionar um carro. Esta inteligência pode ser vista nos atores, atletas, mímicos, dançarinos profissionais, cirurgiões e inventores.
Habilidades da Inteligência corporal:
  • funções corporais desenvolvidas;
  • habilidades miméticas;
  • conexão do corpo com a mente;
  • alerta por meio do corpo (sentidos);
  • controle dos movimentos pré-programados;
  • controle dos movimentos voluntários.
Inteligência Pessoal e Interpessoal
Esta inteligência opera, primeiramente, baseada no relacionamento interpessoal e na comunicação. Envolve a habilidade de trabalhar cooperativamente com outros num grupo e a habilidade de comunicação verbal e não-verbal. Constrói a capacidade de distinguir entre outras, por exemplo, as alterações de humor e de temperamento, as motivações e as intenções. Em sua forma mais avançada, literalmente a pessoa consegue ler os desejos e intenções do outro, podendo ter empatia por suas sensações, medos e crenças. Esta forma de inteligência é desenvolvida nos conselheiros, professores, terapeutas, políticos e líderes religiosos.
Habilidades:
  • criação e manutenção da sinergia;
  • superação e entendimento da perspectiva do outro;
  • trabalho cooperativo;
  • percepção e distinção dos diferentes estados "emocionais" dos outros;
  • comunicação verbal e não-verbal.
Inteligência Intrapessoal
A Inteligência Intrapessoal está relacionada aos estados interiores do ser, à auto-reflexão, à meta-cognição (reflexão sobre o refletir) e à sensibilidade frente às realidades espirituais. Envolve o conhecimento dos aspectos internos do ser, como o conhecimento dos sentimentos, a intensidade das respostas emocionais, auto-reflexão e um senso de intuição avançado. Essa inteligência é encontrada nos filósofos, psiquiatras, nos conselheiros espirituais e em pesquisadores de padrões de cognição.
Habilidades:
  • concentração total da mente;
  • preocupação;
  • meta-cognição;
  • percepção e expressão de diferentes sentimentos íntimos;
  • senso de auto-conhecimento;
  • capacidade de abstração e de raciocínio.
Inteligência naturalista
Recentemente, Gardner identificou uma oitava inteligência, a inteligência naturalista. Ele a descreveu como "a habilidade para reconhecer a flora e a fauna, para fazer distinções no mundo natural e ter sensibilidade em relação a ele". É a atração pelo mundo natural e  a sensibilidade em relação a ele. Constitui a capacidade de identificação da linguagem natural e a capacidade de êxtase diante da paisagem humanizada ou não.
Naturalistas, botânicos, geógrafos e paisagistas têm esse tipo de inteligência.
Habilidades:
  • capacidade de discernir, identificar e classificar plantas e animais; 
  • capacidade de distinguir diferentes espécies de plantas e suas características;
  • capacidade de demonstrar a utilidade botânica e curativa das plantas;
  • poder de observação.
Críticas à Teoria das Inteligências Múltiplas
A teoria de Gardner teve por objetivo ampliar as noções psicológicas da inteligência, mas, o maior impacto do seu trabalho foi no campo da educação.
Logo após a publicação da sua teoria, em 1983, muitas escolas foram criadas ou reorganizadas em torno da noção das inteligências múltiplas. Apesar de usarem a teoria de maneiras variadas, as escolas tentam ajudar as crianças a aprender e a desenvolver-se usando mais amplamente a gama de suas inteligências. A teoria de Gardner também teve impacto sobre as formas de avaliação das capacidades infantis nas escolas.
A Teoria das Inteligências Múltiplas influenciou as organizações educacionais, principalmente nas escolas privadas de ensino fundamental e médio. Recebeu também críticas tanto no aspecto teórico quanto no aplicado. Do ponto de vista teórico, Scarr criticou Gardner por construir a Teoria das Inteligências Múltiplas baseada na premissa de que a psicologia considera inteligência como uma capacidade unitária refletida por escores de QI.  Scarr afirma que a maioria dos psicólogos não acredita que o QI reflita o universo das capacidades humanas. Critica também que o simples fato de arrolar habilidades corporais cinestésicas, sociais e musicais não faz avançar o conhecimento da inteligência, pelo contrário, complica ainda mais as distinções entre inteligência e outras características humanas.

Inteligência emocional
A inteligência emocional relaciona-se fundamentalmente com a capacidade de resolver problemas ou de elaborar produtos que sejam importantes em determinado ambiente ou meio cultural.
A cultura tradicional do modelo de homem inteligente, principalmente, em paises ocidentais, não cogitava do domínio dos próprios impulsos, que se refletiam nas atitudes e pensamentos do homem.
Relativamente ao homem bem sucedido em seu meio, considerava-se tão somente o aspecto racional, não se levando em conta os aspectos emotivos no seu relacionamento com amigos ou com a família.
Em 1996, o jornalista Daniel Goleman publicou um livro com o título “Inteligência Emocional”, abordando a capacidade de pelo menos parcialmente o homem dominar a ansiedade e os impulsos negativos, como a cólera, a vaidade, o egoísmo e o orgulho desenfreado.
Sabe-se que os diferentes tipos de inteligência agem sob formas diferentes nas artes, no esporte, na informática, na literatura, na música, etc., e pode-se afirmar com certeza que a inteligência emocional produz efeitos sobre esses e sobre todos os outros tipos de inteligência, inclusive na vida profissional, na vida familiar, no ensino, na convivência em grupo, melhorando a atuação das diferentes inteligências.
Inteligências ainda pouco estudadas.
Existem outros tipos de inteligências pouco conhecidas, já referidas por pesquisadores e cientistas, mas dependentes ainda de mais estudos especializados e de comprovações, tais como a telepatia, a intuição e outras. Estudiosos afirmam que há muito a desenvolver no campo da inteligência humana, ainda muito pouco explorada.
Por experiência própria, em uma aula de direito processual civil, magistralmente proferida pelo professor Frederico Marques - homem de inteligência muito acima da normal - em determinado momento, na situação de aluno, percebi que a transmissão de idéias e conhecimentos, do professor para mim, havia deixado de ocorrer por meio das palavras, que eu ouvia em tom muito baixo, quase como um sussurro, mas que a transmissão operava-se noutro plano, diretamente do cérebro do professor para o meu cérebro, fato que demorou alguns minutos e que  me causou grande susto. Por ser ele uma pessoa irascível, que não aceitava qualquer observação de aluno, somente alguns anos depois, quando já formado, após uma conferência proferida pelo professor, contei-lhe a experiência que havia tido em sua aula. Fiquei muito surpreso quando o professor Frederico Marques respondeu que já havia ocorrido coisa semelhante com outro seu aluno.
autor: João Baptista da Rocha Croce

Os políticos brasileiros, os holofotes e seus interesses

João Bosco Leal
http://www.joaoboscoleal.com.br/2011/04/15/os-politicos-brasileiros-os-holofotes-e-seus-interesses/

Assistindo um telejornal pela manhã onde o principal assunto era o massacre de crianças ocorrido em uma escola do Rio de Janeiro, me chamou a atenção o quanto o mesmo é desvirtuado quando os microfones e holofotes são dirigidos a políticos, o que me fez pensar sobre o que os move, além dos interesses próprios.
No calor dos acontecimentos, ministros, governadores, senadores e deputados, falam sobre o assunto como se a única saída para que tais fatos deixem de ocorrer no país seja a proibição da comercialização de armas no país e que, portanto, nada melhor do que a realização de um novo plebiscito sobre o tema, como o ocorrido em 2005.
Ao ouvir aquilo pensei estar ouvindo uma piada, mas logo o Ministro da Justiça alegou que o tema realmente precisa ser rediscutido pois no país fatos como aquele não poderiam mais ocorrer, e, questionado, o Presidente do Senado José Sarney disse que um novo plebiscito se justifica pelo fato de que “o Brasil de hoje não é o mesmo de alguns anos atrás”.
O jornalista Alexandre Garcia comentou que as coisas realmente mudam, tanto que em 1984 o próprio Sarney comparecia às reuniões do Congresso com um revolver no bolso, e que precisávamos mesmo era cuidar do cérebro desequilibrado das pessoas, pois o Brasil possui uma legislação extremamente rígida para o comércio de armas, o porte legal é raríssimo e, mesmo assim, ocorreram mais de 50.000 crimes com armas de fogo, enquanto nos Estados Unidos, onde a comercialização é totalmente liberada para os maiores de idade, e possui uma população de 300 milhões de habitantes, no mesmo período ocorreram menos de 15.000 crimes.
Discordo de Alexandre pois entendo que o cérebro desequilibrado deve ser o de nossos congressistas, ao sequer cogitar um novo plebiscito. A população brasileira já respondeu a isso com 64% votando para a NÃO proibição. E essa mesma população teria que arcar com um novo plebiscito, apenas 6 anos depois de sua realização, com todos os custos envolvidos para a nação, desde as campanhas publicitárias nos meios de comunicação, a instalação de urnas em todo o país, e a locomoção de todos os brasileiros até os locais de votação.
Uma movimentação de tamanha envergadura, que interrompe o período de produção ou de lazer daquele que vai votar, impedindo assim a consequente geração de riquezas para o país, e a melhor qualidade de vida de seus cidadãos, além de seu enormes custos, só se justificaria em um assunto de importância extrema que não tivesse sido recentemente discutido.
Assuntos tão importantes como a lei que ficou conhecida como Ficha Limpa, só foi implantada por esses mesmos congressistas a pedido de milhões de brasileiros que assinaram a solicitação, e mesmo assim tiveram que continuar pressionando bastante, para que a mesma fosse votada e aprovada, o que de nada adiantou pois as artimanhas jurídicas criadas pelos mesmos congressistas, provavelmente já mal intencionados, não permitiram que a mesma surtisse o efeito desejado, e todos os Fichas Sujas eleitos foram empossados.
Como também fartamente demonstrado e documentado pela imprensa nos último dias, o Brasil não possui legislação específica contra o terrorismo, e uma política mais dura contra o tráfico ilegal de armas, essas sim as responsáveis por 90% dos crimes ocorridos com armas de fogo no país, o que provoca reações de outros países, como a não aceitação do Brasil como membro do Conselho e Segurança da ONU.
O Brasil precisa de políticos não corruptos, que não se aproveitem dos holofotes jogados sobre os dramas das famílias atingidas para propor mais ações que só acobertarão a realidade, pois os atuais perceberam que o país está mudando, e mudam constantemente a legislação, de modo a continuar atendendo exclusivamente aos próprios interesses, escusos, e continuarem impunes.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quantos anos tenho

João Bosco Leal

Diz uma lenda, que certa vez um jovem perguntou a Galileo Galilei quantos anos ele tinha, e a resposta foi: oito ou dez anos, o que contrastava com suas barbas brancas, e deixou o jovem bastante intrigado.
Galileu teria então explicado, que os anos que ele tinha eram os que provavelmente lhe restavam de vida, pois os que já viveu, não os tinha mais, assim como também já não possuía as moedas que gastara. A inteligência, o amadurecimento e o conhecimento de Galileo o fizeram assim responder.
Confesso que nunca havia pensado dessa maneira, muito mais lógica, racional, e, com esse ensinamento de Galileo, acabo de entender que minha idade é de 20 ou 30 anos, pois já próximo dos 58, imagino que, se tudo correr bem, viverei mais uns 20. Positivamente pensando, 30.
Com os avanços da medicina, que aumentam constantemente, quem sabe, poderei viver até mais uns 40 anos, mas com o aprendizado por mim já obtido, acredito que seria muito cansativo, tanto para mim, como para os meus, se ainda vivesse mais do que 30 anos.
Com mais 30 já teria uma vida de bom tamanho. Certamente teria tido tempo suficiente para tentar alcançar meus projetos, conviver com filhos, netos e talvez até bisnetos, de modo a ter certeza de haver fincado raízes, o que penso ser fundamental para o ser humano.
Como qualquer espécie, animal ou vegetal, a vida não teria sentido se, antes de partirmos, não pudéssemos deixar novas sementes plantadas, recém nascidas, em crescimento, adultas e outras já maduras.
Com a resposta de Galileo, reafirmei meu pensamento de que cada dia, mês ou ano que ainda temos, deve ser usado para fortalecer essas sementes, irrigando as agora já brotadas e em crescimento, com as experiências pelas quais já passamos, boas e ruins, de modo a permitir-lhes um crescimento e um amadurecimento mais fácil, constante, sem tropeços desnecessários.
Com o que já vivemos e, consequentemente aprendemos, podemos mostrar aos outros onde estão as pedras que nos fizeram tropeçar, e onde estão as nascentes, para que não lhes falte água em seu crescimento, o que, só ocorrerá se encontrarmos alguém interessado em nos questionar, ouvir.
Podemos falar inclusive sobre nossos erros, perdas de tempo e energia gastos com pequenas coisas, que nada nos acrescentaram e em nada nos ajudaram. Com o tempo diminuindo a cada dia, é normal deixarmos de dar importância para coisas que antes nos eram caras.
Palavras proferidas ou mesmo atitudes de outros que nos incomodavam deixam de ser importantes. E tentar mostrar ou provar algo para alguém que pensa diferente é uma coisa que aprendi não valer a pena.
Algumas de nossas palavras e atitudes certamente podem ter causado algum mal estar, ou talvez irritação em algumas pessoas, que não pensam ou não agiriam da mesma forma. Sobre isso certamente me desculparia, com todas aquelas com que hoje eu reconheço haver errado.
Com outras não me desculparia, por continuar pensando do mesmo modo, porque nunca agradaremos a todos, e não devemos nos agredir, destruir, indo contra nossos princípios morais e éticos, ou contra o que pensamos, só para agradar alguém.
Nos anos que penso que tenho, tentarei mostrar aos que quero bem, às minhas sementes, o porque, em determinadas situações, penso ou ajo diferente deles, e não poderia me anular somente para agradá-los.

sábado, 9 de abril de 2011

Nossos relacionamentos

João Bosco Leal

Lendo um texto de Mário Quintana, comecei a refletir sobre como encaramos nossos relacionamentos com outras pessoas, sejam com os pais, filhos, amigos, namoradas, esposas, ou qualquer outro.
Desde crianças, temos a tendência de imaginar que precisamos de alguém ou que alguém necessita de nós, de nossa amizade, favores, carinho e amor.
Lembrei da história do menino dono da bola, que não a empresta se ele não jogar junto, ou que, quando contrariado, leva a bola embora, e o jogo acaba. Com o controle da bola ele controla a situação, mas por uma única vez, pois certamente outra bola aparecerá, o jogo continuará, e claro, ele não participará mais.
Quando jovens, passamos a procurar a nossa “cara metade”, e isso jamais encontraremos. Como metades, não sobreviveríamos sem a outra parte, seríamos dependentes dela, e tudo o que traz dependência é uma droga.
O que realmente deveríamos procurar seria a “tampa da nossa panela”, um outro inteiro, que nos complemente. Assim como nós não somos metades, as outras pessoas são inteiras, completas, e aí está a maravilha da vida.
Alguém do qual necessitamos, precisamos, seria uma simples alternativa, normalmente material, mas apesar de poder nos proporcionar os mais diversos tipos de prazeres, os materiais, jamais nos faria realmente felizes.
Para sermos felizes com alguém, é necessário, principalmente, não precisarmos dessa pessoa, não dependermos dela. Sermos capazes de levar uma vida totalmente independente, sem ela. Quando temos essa consciência, já mudamos radicalmente o modo de nos relacionarmos, e só estaremos com alguém se o desejarmos, e não por necessidade.
Aquela pessoa que você ama, ou acha que ama, em quem pensa o dia todo, com quem se preocupa, a quem tenta agradar com uma simples fruta apanhada no pé, por ser a que ela gosta, mas que não lhe corresponde, não se prende por você, certamente não é a pessoa certa, aquela com quem deveria passar sua vida.
Não perca seu tempo com ela, não se dedique mais, não vale a pena, pois ela pode até simpatizar com você, gostar de suas atitudes, sua dedicação, mas não o amará. E não por culpa dela, mas porque você não é a pessoa que ela procura, apesar de você achar que é ela a quem procura.
Não existe a menor possibilidade de um relacionamento, de qualquer tipo, dar certo, a longo prazo, quando esse desejo é unilateral. Nenhuma amizade, namoro ou casamento suportará. E por mais que se tente, pode aumentar a amizade, a afinidade, o carinho, mas o verdadeiro amor não ocorrerá.
Normalmente de onde, e quando menos se espera aparece a pessoa que sempre procurou, aquela com os mesmos sonhos, objetivos e ideais que você, com quem buscará alcançar algo, partilhará as dificuldades, os tropeços, e os sucessos da busca.
Ao lado dela você chorará, sorrirá, e partilhará seu bem mais importante, a vida. Construirá uma história, que, mesmo quando se referir às dificuldades, sempre poderá ser contada com alegria. Essa certamente será sua parceira ideal.
Nossas amizades e nossos relacionamentos são assim, ninguém precisa de ninguém. As pessoas que se dão bem se complementam, e permanecem juntas, por estarem dispostas a partilhar algo. As outras se suportam, e isso não vale a pena.

terça-feira, 5 de abril de 2011

O passado nos ensina, mas lá deve ficar

João Bosco Leal

Percebo pessoas tristes, arrependidas, e outras felizes e orgulhosas, ao se lembrar de seu passado. São posições muito distintas, e, mesmo quando a reação é semelhante, noto que o mesmo sentimento pode ser de intensidade variada.
Infâncias e juventudes mais ou menos abundantes, seja de amizades, namoros, carinho, amor, aproveitamento escolar, ou mesmo de bens materiais, fazem com que cada um, no futuro, sinta esse passado de modo diferente, e isso é normal, pois, como as impressões digitais, todos somos diferentes.
Não somos como produtos industrializados, fabricados em série, numa linha de montagem robotizada, controlada por computadores, onde os humanos participam somente do liga e desliga das máquinas e robôs, ou da colocação de peças específicas nas esteiras rolantes.
Fomos, cada um de nós, gerados em locais, momentos, situações, e por pais e mães diferentes, que nos educaram com maior ou menor rigidez. Crescemos cada um em uma casa, rua e cidade. Estudamos em escolas e tivemos professores e amigos diferentes. Durante o crescimento tivemos algumas doenças, caímos, nos machucamos, sofremos acidentes, tomamos determinados remédios, e, por afinidades, opções, praticamos esportes diferentes uns dos outros.
Assim como o ferreiro tradicional, aquele que molda uma ferramenta a ferro e fogo, de modo rústico, e que mesmo trabalhando no mesmo local, e com as mesmas marreta e bigorna, não consegue fabricar duas peças idênticas, apesar de produzi-las muito parecidas, essas diferenças na geração, criação, educação e crescimento, dos menores aos maiores detalhes, são a nossa moldagem pela vida, que nos tornam seres humanos inigualáveis.
Assim, todos nós tivemos passados com moldagens distintas, mesmo que parecidas, como no caso de irmãos, mas diferentes, e essa compreensão, esse entendimento, pode e deve nos ajudar na convivência com nossos semelhantes, próximos ou distantes, e com o nosso próprio passado.
Quando entendemos isso de modo claro e objetivo, passamos a entender e aceitar melhor as pessoas, e de nada adianta nos lastimarmos ou nos vangloriarmos de nosso passado, pois ele é imutável. O que podemos e devemos, é aprender com o passado, de modo a construir um futuro melhor, e, dentro do possível, com moldagens bem semelhantes entre os que se querem bem, e pretendem permanecer próximos.
Estar vivo já significa possuir um passado, e como alterar o nosso ou o de alguém é impossível, devemos ter maturidade para aceitá-lo, pois ele existiu, e alterar o possível, o futuro, para que mais adiante, não tenhamos os mesmos arrependimentos, e os mesmos desejos de mudar o imutável.
Deixando de lado o egoísmo e o individualismo natural do ser humano, devemos analisar o passado para com ele aprender, para com isso aceitar, perdoar, e tentar, cada um, construir um futuro com menos orgulhos ou arrependimentos individuais, e com mais resultados conjuntos.
Aprender com o passado e colocar uma pedra sobre ele, deixando-o para trás, e não permitindo que caminhe mais ao nosso lado, é certamente o melhor caminho para um futuro melhor, pois desejar que esse passado tivesse sido diferente, ou permitir que caminhe conosco, não é construtivo, mas perda de tempo e energia.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Os verdadeiros culpados

João Bosco Leal

Soube pela imprensa do que eu gostaria muito que fosse uma piada de mal gosto, mas não é, e na última semana do mês de Agosto prescreverá o crime de formação de quadrilha no processo, em andamento no Supremo Tribunal Federal, do chamado “Mensalão do PT”.
Com isso, 22 dos 38 acusados estarão livres dessa acusação. Diz a matéria de um dos jornais de maior circulação no país, que pelo cronograma informal do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, o processo só estaria pronto para ser colocado em pauta no segundo semestre de 2012, mas, em decorrência do período eleitoral, o julgamento ficaria para 2013.
Segundo o jornal, nos últimos meses diversas articulações vêm ocorrendo para contribuir com o esvaziamento do processo, como a indicação do ministro Luiz Fux ao Supremo Tribunal Federal, e a indicação por Dilma Rousseff de mais dois membros da Corte que deve ocorrer antes do julgamento, e integrantes do governo dizem que, para essas indicações, haverá a mesma preocupação com o caso.
Como há dificuldades em obter provas de todas as denúncias, os ministros consideram ser praticamente impossível condenar José Dirceu por corrupção ativa, pois com a prescrição da acusação de formação de quadrilha não haverá mais acusações contra ele.
Percebe-se ainda, claramente, diversas manobras para fortalecer membros do PT réus no processo, como José Genoino e João Paulo Cunha. Como que por provocação, o atual governo, ao que parece, escolheu a dedo onde colocar esses acusados.
José Genoíno assumiu o posto de assessor especial do ministro da defesa Nelson Jobim, justamente aquele que comanda as mesmas Forças Armadas, que no passado o prenderam, armado e em plena floresta, como membro da Guerrilha do Araguaia.
João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e réu no processo do mensalão, foi reeleito com expressiva votação como deputado por São Paulo, e já assumiu o cargo de Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Como provocação contra tudo o que ainda resta de honesto nesse país, a escolha foi perfeita nos dois casos e, para isso, certamente obtiveram ajuda externa, de membros de fora da cúpula do partido, pois pelo que têm divulgado a imprensa, a grande maioria da cúpula pensante desse partido é mais dedicada a outras especialidades, como a concentração de poder e a corrupção, e o baixo clero restante não teria capacidade para escolher tão bem onde colocar esses membros.
Os brasileiros assistem incrédulos essas ocorrências, e, provavelmente como eu, imaginando o que ocorreria se fossem eles, simples eleitores, que tivessem sido flagrados com dólares na cueca, em operações fraudulentas em bancos, caixas dois, e todos os outros crimes dos quais esse grupo é acusado.
As acusações eram tão graves e consistentes que, à época, mesmo com todos os esforços realizados pelo então Ministro da Justiça, e renomado advogado, Márcio Thomaz Bastos, tornaram insustentável a permanência de José Dirceu, suposto chefe do grupo, na Casa Civil da Presidência da República.
Os réus no processos do “Mensalão do PT”, ao invés de serem julgados e, se condenados, serem encarcerados para pagar por seus crimes, estão agregando a seu time outros cidadãos mal intencionados. São a grande maioria dos legisladores, tão ou mais culpados que eles, pois legislam de modo a permitir que crimes que também cometem, ou pretendem cometer, prescrevam sem sequer serem julgados.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O envelhecimento

João Bosco Leal


Sempre procurei entender o motivo pelo qual todos sofremos ao perceber que estamos envelhecendo, que já não somos tão ágeis, que esquecemos de coisas, fatos, ou que já não podemos fazer algo, se isso é inevitável, e que sabemos, desde o nascimento que assim seria.
Quando jovens, passamos por diversas fases, desde os descobrimentos diversos, como os sentimentos e prazeres, e logo já estamos querendo que a idade passe mais rápido, que cheguemos logo aos dezoito anos, para podermos tirar a carteira de habilitação, e termos acesso a novos lugares, como entrar no cinema em filmes censurados.
Em seguida os desejos já são outros, como acabar logo a faculdade, começar a trabalhar, ser independente financeiramente, sair da casa dos pais, e, com isso, pensamos que não iremos mais ter de dar satisfações a ninguém, principalmente àqueles que nos criaram.
Começam os planos de casamento, constituir a própria família, a casa própria e todos os outros comuns nessa fase da vida, quando vem o primeiro filho, e tudo começa a se transformar naquilo que é, literalmente, a vida real, sem sonhos vagos, e passa a ser a de projetos e sonhos mais precisos, de projeções, ambições e futuro.
Provavelmente, no aspecto material, essa é a fase mais produtiva de nossas vidas, pois buscamos incansavelmente a realização de muitas projeções, tanto para nossas vidas, como da de nossos filhos. São as buscas financeiras, de crescimento econômico, aquisições materiais, estabilidade, e, imagina-se, de garantias e segurança futuras.
Na fase da maturidade começamos a entender muitas das razões pelas quais nossos pais e mestres nos diziam algo, que deveríamos ou não realizar, e que, agora, nós é que dizemos a nossos filhos. Percebemos que muitos de nossos sonhos não se realizarão, ou porque eram fantasiosos, ou porque nós, por qualquer motivo, não conseguiremos realizá-lo.
Refazemos as nossas projeções, nossos objetivos, que agora são pautadas em bases mais sólidas, e de maior possibilidade de realização dentro de nossa atual realidade, seja física, econômica ou intelectual. Passamos a aceitar que muitas coisas antes desejadas não se realizarão, mas imaginamos que outras ainda são possíveis de serem alcançadas e traçamos estratégias com esse objetivo.
Penso ser após essa fase, quando se começa realmente a envelhecer, notar limitações físicas e mentais, que o ser humano inicia seu sofrimento pela aproximação do final, que já era esperado, conhecido de longa data, mas de difícil aceitação. Quando, matematicamente notamos que já há bem menos anos a viver do que os já vividos.
Começa a fase do sofrimento pelo inevitável que se aproxima, mas esse sofrimento ocorre não pelo simples final, mas pelo conhecimento, a experiência que alcançamos, e que, com eles, provavelmente teríamos alterado várias decisões e escolhas passadas, e com isso, certamente alcançaríamos com mais facilidade vários objetivos, mas que não há mais tempo para mudanças de rotas, está feito.
Como nunca chegaremos a experimentar certos sonhos e aventuras imaginadas ontem, precisamos viver intensamente o hoje, pois a lembrança do hoje nos aliviará a dor, do que será impossível viver amanhã.

SERRA TALHADA - PE - II FÓRUM DE AÇÕES ARTICULADAS NA EDUCAÇÃO

SERRA TALHADA - PE - II FÓRUM DE AÇÕES ARTICULADAS NA EDUCAÇÃO
Foi realizado com muito sucesso no dia 04 de Novembro o II FÓRUM DE AÇÕES ARTICULADAS NA EDUCAÇÃO DE SERRA TALHADA - “POR UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS” – LOCAL: AUDITÓRIO DO COLÉGIO IMACULADA CONCEIÇÃO – ESCOLA NORMAL - REALIZAÇÃO: GOVERNO DE SERRA TALHADA - SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO – no qual se fez presente na abertura o Prefeito Dr. Carlos Evandro, o Vice-Prefeito Luciano Duque, Secretário de Agricultura Rafael Fernandes, o Secretário de Educação Israel Alves que conduziu junto com sua equipe da SME, todo evento e, os Palestrantes Professor José Nivaldo Monteiro dos Santos (Tema: A Influência Comportamental no Ser Humano e Suas Implicações na Educação), Professora Francisca Raquel Cavalcanti César de Souza (Tema: Interdisciplinaridade no Cotidiano Escolar), Filósofo José Ayrton Monteiro (Tema: Ensino Integral – A nova perspectiva de organização do espaço escolar), Professora Rosaline C. P. Paixão (Tema: Indicadores de Qualidade na Educação Infantil), Professora Herica Karina Cavalcanti de Lima (Tema: Alfabetização e Letramento da Pré – Escola ao 5º Ano do Ensino Fundamental), Professor Diógenes Maclyne (Tema: Avaliações Sistêmicas Educacionais), Professor Wagner Dias Vasconcelos (Tema: A Tecnologia da Informação a Serviço do Educador), Professora Luciana Vieira Demery (Tema: Educação de Jovens e Adultos – Sucessos e Insucessos) e o Professor Paulo Roberto Souza Ramos (Tema: Educação Inclusiva). No evento se fez presente mais de 600 (seiscentos) educadores, tendo iniciado as 09h e sendo concluído as 18h30min.


Professor Nivaldo Monteiro, Prefeito de Serra Talhada Dr. Carlos Evandro, Vice-Prefeito Luciano Duque.


Professores Nivaldo Monteiro e Israel Alves - Secretário de Educação de Serra Talhada

PROFESSOR NIVALDO MONTEIRO E MANOEL GOMES - SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE OROBÓ - PE

PROFESSOR NIVALDO MONTEIRO E MANOEL GOMES - SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO  DE OROBÓ - PE
No dia 05 de Novembro de 2011, estaremos iniciando cursos de Pós-Graduação pela FACULDADE ANCHIETA, nesta cidade com apoio do Sr. Secretário de Educação do Município, Manoel Gomes Barbosa, que estava presente no Encontro do PAR - MEC em Pesqueira - PE e, em breve estarei realizando uma PALESTRA para os PROFESSORES da rede Municipal desta cidade.

CAPACITAÇÃO - Do Lúdico ao Abstrato: Formação de Conceitos Matemáticos - CASINHAS - PE

CAPACITAÇÃO - Do Lúdico ao Abstrato: Formação de Conceitos Matemáticos - CASINHAS - PE
Capacitação para Educadores de Matemática do Ensino Fundamental I e II da Rede Municipal, no dia 24 de novembro de 2011, pelo PROFAE - Programa de Formação e Atualização Educacional.

PALESTRA - DROGAS: UM CAMINHO SEM VOLTA - CRAS - SERRA NEGRA - BEZERROS - PE

PALESTRA - DROGAS: UM CAMINHO SEM VOLTA - CRAS - SERRA NEGRA - BEZERROS - PE
Palestra realizada no dia 29 de novembro de 2011 no CRAS - Serra Negra - Bezerros - PE - com a presença de jovens da comunidade e equipe profissional, Gestora, Assistente Social, Psicóloga, Professores e demais Assistentes.

PALESTRA NO CEMAIC - BEZERROS - PE

PALESTRA NO CEMAIC - BEZERROS - PE
No dia 13 de dezembro de 2011 em - BEZERROS - PE, foram realizadas as PALESTRAS com os TEMAS: SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA e DROGAS NA ADOLESCÊNCIA: UM CAMINHO SEM VOLTA, no – CEMAIC, na qual fizeram-se presentes Professores e alunos do Ensino Fundamental II, num total de 120, aproximadamente.

PALESTRA NA ESCOLA MUNICIPAL NELSON CASTANHA - ENCRUZILHADA - BEZERROS - PE

PALESTRA NA ESCOLA MUNICIPAL NELSON CASTANHA - ENCRUZILHADA - BEZERROS - PE
No dia 14 de dezembro de 2011 em - BEZERROS - PE, foram realizadas as PALESTRAS com os TEMAS: SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA e DROGAS NA ADOLESCÊNCIA: UM CAMINHO SEM VOLTA, na ESCOLA MUNICIPAL NELSON CASTANHA, na qual fizeram-se presentes Professores e alunos do Ensino Fundamental II, num total de 60, aproximadamente.

Reverência ao Destino

Reverência ao Destino
"Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião... Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer. Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias... Difícil é encontrar e refletir sobre os seus próprios erros. Fácil é fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir... Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer a verdade quando for preciso. Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre a mesma... Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado... Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente conhece. Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã... Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e às vezes impetuosas, a cada dia que passa. Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar... Difícil é mentir para o nosso coração. ( ... ) ( Extraído do Livro Ágape - fls. 119/120 )

UM ARTISTA BEZERRENSE QUE É DESTAQUE NACIONAL

UM ARTISTA BEZERRENSE QUE É DESTAQUE NACIONAL
José Roberval de Lima - Artista Plástico (81)91795913 E-mail: jrobeval@hotmail.com

CANTORES BEZERRENSES

CANTORES BEZERRENSES
WALTER LINS - CANTOR / COMPOSITOR - CONTRATE: (081) 9660-2325

CHARLES ALEXANDRE - CANTOR / COMPOSITOR - CONTRATE: (81)9124.5303 - E-mail: charles_alexandre2010@yahoo.com.br

MARCOS MONTEZ - CONTRATE, ligue para: (81)9646.6067 - (81)8825.0643 ou marcosmontez@bol.com.br